APLICATIVOS!

Baixe o seu.

Doações: 1001197-3 Ag:0607 Conta Poupança Bradesco

CAMPANHA: MONGES NA JMJ 2016 - Conte com nossas orações!

(85) 3276 2018

CASAMENTOS, BATIZADOS E MUITO MAIS. COMEMORE A VIDA AQUI!

terça-feira, 13 de novembro de 2007

MOSTEIRO DE SÃO BENTO DE FORTALEZA - (Pequeno Histórico)


O Mosteiro de São Bento de Fortaleza foi fundado a 19 anos. O Mosteiro fica localizado no bairro de Messejana-Paupina. Rua Coronel Luis Fidélis, 939. Telefone para contacto é 3276 2018. As missas são celebradas todos os dias as 18h e aos domingos as 10h são realizadas as missas conventuais com o canto Gregoriano.(Tradição em todos os mosteiros da ordem beneditina do Brasil). Venha participar da espiritualidade beneditina.O mosteiro está aberto para o público todos os dias nos horários das 9h até 20h. Temos também um salão para Buffet e outros quaisquer eventos.Dentro dessa comunidade voce vai ficar por dentro da história de Nosso Pai São Bento e todos capitulos da regra.

Chamado à vida monástica.


INFORMATIVO AOS FUTUROS MONGES Àqueles que se sentirem chamados a viver a Vida Monástica em nosso mosteiro deve entrar em contato conosco através do telefone: (0xx85) 3276-2018, ou via correspondência, nosso Mosteiro fica localizado à rua Cel. Luís Fidélis, 939 - Messejana, CEP: 60.872.420 - Fortaleza - CE. Vivemos a vida monástica cenobítica, ou seja em comunidade, com momentos específicos de oração pessoal (lectio divina) e de oração comunitária (coral). Trabalhamos no sítio e cuidamos da manutenção da casa. Além de estudarmos a nível acadêmico por conta dos estudos determinados pelo código de direito canônico para formação de padres. Há também uma formação específica para os monges que identificam sua vida monacal de outra maneira, sem necessariamente ser padre. Nos mosteiros os monges podem optar por ser monge e sacerdote ou atuar como monge em uma outra área. Uma característica particular nossa é a de vivermos segundo a Regra de São Bento e tendo como mestre espiritual um abade. Nós do Mosteiro de São Bento de Fortaleza, na pessoa de Dom Abade Beda Pereira de Holanda, nosso superior, estamos acolhendo para formação monástica, candidatos que tenham concluído o Ensino Médio e seja maior de 18 anos. Basicamente o candidato passará por uma formação inicial de conhecimento do nosso mosteiro. Isto nos três primeiros meses de experiência. E observaremos se o candidato busca realmente a Deus. Passados os três meses o candidato recebe a veste coral e passa a ser postulante por um período de 06 meses. A próxima etapa é o noviciado, nesta fase da formação monástica que dura 02 anos, o noviço passa o 1º ano do noviciado na Arquiabadia de São Salvador na Bahia, já no 2º ano ele inicia seus estudos acadêmicos na área de filosofia e telogia, vale salientar que este tipo de formação é exigida pela igreja para formação de presbíteros. Uma vez concluído o noviciado, o candidato é submetido a uma valiação da comunidade para poder professar os primeiros votos monásticos. O professo deve prometer por três anos: estabilidade, conversão dos costumes e obediência. Passados três anos de profissão, o formando pode finalmente professar os votos solenes. Se fizermos uma contabilidade do tempo estimado para se chegar a formação solene, teremos 05 anos de formação para formar um monge solenemente, e uma vez solene a formação contínua age de maneira a ajudar o formando numa maior entrega ao seu chamado. Pax!

sábado, 10 de novembro de 2007

A estória contada abaixo é uma leve ilustração da magnífica obra litúrgica da humanidade. Sou um admirador e inegável amante desse instrumento chamado órgão. Sem dúvida, ele ainda não foi superado por nenhum instrumento musical. Suas qualidades incomparáveis e incríveis o tornam um instrumento litúrgico por excelência. Infelizmente, e apesar de São Pio X, já ter escrito em seu MOTU PRÓPRIO sobre a precedência deste instrumento nas igrejas, parece-me que muitos dos responsáveis pela liturgia nas catedrais e noutras igrejas não querem valorizá-lo. Pois bem, espero que gostem da estorinha. Há muito tempo, no reino das Musas, os homens e os deuses brincavam como crianças felizes. O deus do vento ensinou os habitantes a assobiar. Pã ensinou-lhes a fazer flautas com tubos de cana de diferentes tamanhos. Aprenderam a controlar o sopro e assobiavam para não terem medo. Comunicavam com sons da boca, do pé, das mãos e faziam ritmos divertidos. Em poucos milénios descobriram muitos instrumentos musicais. Os instrumentos foram ganhando auto-estima e vaidade. Um dia reuniram-se para decidir quem seria o chefe. - Eu é que sou importante - disse a gaita. - Todos têm medo das serpentes, mas eu consigo dominá-las com o meu timbre. - Não, não! Eu sou ainda mais importante! - disse a trombeta. - Todo o mundo sabe como consegui derrubar a muralha de Jericó com a força do meu som. - Nem penses! - disse um dos outros instrumentos. - És demasiado barulhenta e perigosa. - Conhecem alguém mais importante do que eu? - perguntou a caixa de rufo. - Levo os homens para a guerra e eles andam ao meu toque, mesmo contra a sua vontade. - Não queremos guerra - disse a lira. - Eu é que sou importante. Sou conehcida em toda a Grécia e no Egipto. - Importante sou eu! - disse a flauta de Pã. Bem sabeis como eu sou de origem divina. Entretanto apareceu um rouxinol e disse: - Conhecem por acaso alguém que seja mais famoso no mundo inteiro do que eu?. Quem consegue imitar o meu canto? Os instrumentos não conseguiram chegar a uma conclusão sobre os critérios de importância. O moderador da reunião, que se chamava Ctesíbio disse: - Porque não criamos um instrumento que tenha em si a importância de todos? Um instrumento em que estejam representados o ar, a água, a terra e o fogo, a matéria e o espírito, a madeira e o metal. - Boa ideia. E como vais consegui-lo? - perguntaram. - Isso fica por minha conta - disse Ctesíbio. Anos mais tarde, Ctesíbio apresentou o seu órgão de tubos. Todos ficaram espantados com o timbre e intensidade do novo instrumento. Ao longo dos séculos, o órgão tornar-se-ia muito mais imponente e rico. Cumprindo a promessa de Ctesíbio, ainda hoje o órgão tem sons de trombeta, oboé, pífaro, viola, passarinhos e tambores. O órgão é um aerofone de teclas no qual o som é produzido pela passagem de ar comprimido pelos tubos. "Órgão de tubos" é um pleonasmo utilizado para distingui-lo claramente do órgão electrónico. O órgão é um instrumento complexo, e essa complexidade deve-se aos números de registros, teclas, teclados e tubos váriáveis. Podemos encontrar bons órgãos de tubos na região nordestina do Brasil, principalmente em Salvador na Bahia e em Recife pernambuco. No Ceará destaco o órgão da cidade de Barbalha na região do Cariri.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

DEPOIMENTOS SOBRE A VIDA MONÁSTICA

domingo, 4 de novembro de 2007

-- CANTOS GREGORIANOS -- PARA OUVIR --

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Noviciados e Profissões











Profissão Solene de Ir. Miguel Menezes







Profissão Trienal de Irmão Marcos Martins




Noviciado de Ir. Rafael Dantas em 11.10.2012




Profissão Solene de Ir. Gabriel Alves do Amaral - Solenidade de São Pedro e São Paulo 29.06.2009

sábado, 27 de outubro de 2007

VULGATE - NT 22 Ap 19, 1.2.5.6.7 English Latin 19 1 After these things, I heard as it were the voice of much people in heaven, saying: Alleluia. Salvation and glory and power is to our God. post haec audivi quasi vocem magnam turbarum multarum in caelo dicentium alleluia salus et gloria et virtus Deo nostro est 19 2 For true and just are his judgments, who hath judged the great harlot which corrupted the earth with her fornication and hath revenged the blood of his servants, at her hands. quia vera et iusta iudicia sunt eius quia iudicavit de meretrice magna quae corrupit terram in prostitutione sua et vindicavit sanguinem servorum suorum de manibus eius 19 5 And a voice came out from the throne, saying: Give praise to our God, all ye his servants: and you that fear him, little and great. et vox de throno exivit dicens laudem dicite Deo nostro omnes servi eius et qui timetis eum pusilli et magni 19 6 And I heard as it were the voice of a great multitude, and as the voice of many waters, and as the voice of great thunders, saying: Alleluia: for the Lord our God, the Almighty, hath reigned. et audivi quasi vocem turbae magnae et sicut vocem aquarum multarum et sicut vocem tonitruum magnorum dicentium alleluia quoniam regnavit Dominus Deus noster omnipotens 19 7 Let us be glad and rejoice and give glory to him. For the marriage of the Lamb is come: and his wife hath prepared herself. gaudeamus et exultemus et demus gloriam ei quia venerunt nuptiae agni et uxor eius praeparavit se

VULGATE SALMO 112. English Latin 112 1 Praise the Lord, ye children: praise ye the name of the Lord. alleluia laudate servi Dominum laudate nomen Domini 112 2 Blessed be the name of the Lord, from henceforth now and for ever. sit nomen Domini benedictum amodo et usque in aeternum 112 3 From the rising of the sun unto the going down of the same, the name of the Lord is worthy of praise. ab ortu solis usque ad occasum eius laudabile nomen Domini 112 4 The Lord is high above all nations; and his glory above the heavens. excelsus super omnes gentes Dominus super caelum gloria eius 112 5 Who is as the Lord our God, who dwelleth on high: quis ut Dominus Deus noster qui in excelsis habitans 112 6 and looketh down on the low things in heaven and in earth? humilia respicit in caelo et in terra 112 7 Raising up the needy from the earth, and lifting up the poor out of the dunghill: suscitans de terra inopem et de stercore elevat pauperem 112 8 That he may place him with princes, with the princes of his people. ut eum sedere faciat cum principibus cum principibus populi sui 112 9 Who maketh a barren woman to dwell in a house, the joyful mother of children. qui conlocat sterilem in domo matrem filiorum laetantem alleluia

VULGATE SALMO 111. English Latin 111 1 Blessed is the man that feareth the Lord: he shall delight exceedingly in his commandments. aleph beatus vir qui timet Dominum beth in mandatis eius volet nimis 111 2 His seed shall be mighty upon earth: the generation of the righteous shall be blessed. gimel potens in terra erit semen eius deleth generatio iustorum benedicetur 111 3 Glory and wealth shall be in his house: and his justice remaineth for ever and ever. he substantia et divitiae in domo eius vav et iustitia eius perseverans semper 111 4 To the righteous a light is risen up in darkness: he is merciful, and compassionate and just. zai ortum est in tenebris lumen iustis heth clemens et misericors et iustus 111 5 Acceptable is the man that sheweth mercy and lendeth: he shall order his words with judgment: teth bonus vir clemens et fenerans ioth dispensabit verba sua in iudicio 111 6 Because he shall not be moved for ever. caph quia in aeternum non commovebitur 111 7 The just shall be in everlasting remembrance: he shall not fear the evil hearing. His heart is ready to hope in the Lord: lameth in memoria sempiterna erit iustus mem ab auditu malo non timebit nun paratum cor eius confidens in Domino 111 8 His heart is strengthened, he shall not be moved until he look over his enemies. samech firmum cor eius non timebit ain donec aspiciat hostibus suis 111 9 He hath distributed, he hath given to the poor: his justice remaineth for ever and ever: his horn shall be exalted in glory. phe dispersit dedit pauperibus sade iustitia eius permanet in aeternum coph cornu eius exaltabitur in gloria 111 10 The wicked shall see, and shall be angry, he shall gnash with his teeth and pine away: the desire of the wicked shall perish. res impius videbit et irascetur sen dentibus suis frendet et tabescet thau desiderium impiorum peribit

VULGATE SALMO 110. English Latin 110 1 I will praise thee, O Lord, with my whole heart; in the council of the just, and in the congregation. alleluia aleph confitebor Domino in toto corde beth in consilio iustorum et congregatione 110 2 Great are the works of the Lord: sought out according to all his wills. gimel magna opera Domini deleth exquirenda in cunctis voluntatibus suis 110 3 His work is praise and magnificence: and his justice continueth for ever and ever. he gloria et decor opus eius vav et iustitia eius perseverans semper 110 4 He hath made a remembrance of his wonderful works, being a merciful and gracious Lord: zai memoriam fecit mirabilium suorum heth clemens et misericors Dominus 110 5 He hath given food to them that fear him. He will be mindful for ever of his covenant: teth escam dedit timentibus se ioth memor erit in sempiternum pacti sui 110 6 He will shew forth to his people the power of his works. caph fortitudinem operum suorum adnuntiabit populo suo 110 7 That he may give them the inheritance of the Gentiles: the works of his hands are truth and judgment. lameth ut det eis hereditatem gentium mem opus manuum eius veritas et iudicium 110 8 All his commandments are faithful: confirmed for ever and ever, made in truth and equity. nun fidelia omnia praecepta eius samech firmata in sempiternum iugiter ain facta in veritate et aequitate 110 9 He hath sent redemption to his people: he hath commanded his covenant for ever. Holy and terrible is his name: fe redemptionem misit populo suo sade mandavit in aeternum pactum suum coph sanctum et terribile nomen eius 110 10 The fear of the Lord is the beginning of wisdom. A good understanding to all that do it: his praise continueth for ever and ever. res principium sapientiae timor Domini sen doctrina bona cunctis qui faciunt ea thau laus eius perseverans iugiter alleluia

II VÉSPERAS - DOMINGO - SALMOS: 109. 110. 111. 112. NT 22. VULGATE English Latin 109 1 A psalm for David. The Lord said to my Lord: Sit thou at my right hand: Until I make thy enemies thy footstool. David canticum dixit Dominus Domino meo sede a dextris meis donec ponam inimicos tuos scabillum pedum tuorum 109 2 The Lord will send forth the sceptre of thy power out of Sion: rule thou in the midst of thy enemies. virgam fortitudinis tuae emittet Dominus ex Sion dominare in medio inimicorum tuorum 109 3 With thee is the principality in the day of thy strength: in the brightness of the saints: from the womb before the day star I begot thee. populi tui spontanei erunt in die fortitudinis tuae in montibus sanctis quasi de vulva orietur tibi ros adulescentiae tuae 109 4 The Lord hath sworn, and he will not repent: Thou art a priest for ever according to the order of Melchisedech. iuravit Dominus et non paenitebit eum tu es sacerdos in aeternum secundum ordinem Melchisedech 109 5 The Lord at thy right hand hath broken kings in the day of his wrath. Dominus ad dexteram tuam percussit in die furoris sui reges 109 6 He shall judge among nations, he shall fill ruins: he shall crush the heads in the land of many. iudicabit in gentibus implebit valles percutiet caput in terra multa 109 7 He shall drink of the torrent in the way: therefore shall he lift up the head. de torrente in via bibet propterea exaltabit caput

domingo, 21 de outubro de 2007

VULGATE - SALMO 150 English Latin 150 1 Praise ye the Lord in his holy places: praise ye him in the firmament of his power. alleluia laudate Deum in sancto eius laudate eum in fortitudine potentiae eius 150 2 Praise ye him for his mighty acts: praise ye him according to the multitude of his greatness. laudate eum in fortitudinibus eius laudate eum iuxta multitudinem magnificentiae suae 150 3 Praise him with the sound of trumpet: praise him with psaltery and harp. laudate eum in clangore bucinae laudate eum in psalterio et cithara 150 4 Praise him with timbrel and choir: praise him with strings and organs. laudate eum in tympano et choro laudate eum in cordis et organo 150 5 Praise him on high sounding cymbals: praise him on cymbals of joy: let every spirit praise the Lord. Alleluia. laudate eum in cymbalis sonantibus laudate eum in cymbalis tinnientibus

VULGATE - Dn 3, 52-57 - (AT 47) Inglês Latin 3 52 Blessed art thou, O Lord, the God of our fathers; and worthy to be praised, and glorified, and exalted above all for ever: and blessed is the holy name of thy glory: and worthy to be praised and exalted above all, in all ages. benedictus es Domine Deus patrum nostrorum et laudabilis et superexaltatus in saecula et benedictum nomen gloriae tuae sanctum et laudabile et superexaltatum in omnibus saeculis 3 53 Blessed art thou in the holy temple of thy glory: and exceedingly to be praised and exalted above all for ever. benedictus es in templo sancto gloriae tuae et superlaudabilis et supergloriosus in saecula 3 54 Blessed art thou in the throne of they kingdom: praise and exalt him above all for ever. benedictus es in throno regni tue et superlaudabilis et superexaltatus in saecula 3 55 Blessed art thou that beholdest the depths, and sittest upon the cherubims: and worthy to be praised and exalted above all for ever. benedictus es qui intueris abyssos et sedes super cherubin et laudabilis et superexaltatus in saecula 3 56 Blessed art thou in the firmament of heaven: and worthy of praise, and glorious for ever. benedictus es in firmamento caeli et laudabilis et gloriosus in saecula 3 57 All ye works of the Lord, bless the Lord: praise and exalt him above all for ever. benedicite omnia opera Domini Domino laudate et superexaltate eum in saecula

VULGATE - SALMO 62 English Latin 62 1 A psalm of David while he was in the desert of Edom. canticum David cum esset in deserto Iuda 62 2 O God, my God, to thee do I watch at break of day. For thee my soul hath thirsted; for thee my flesh, O how many ways! Deus fortitudo mea tu es de luce consurgam ad te sitivit te anima mea desideravit te caro mea 62 3 In a desert land, and where there is no way, and no water: so in the sanctuary have I come before thee, to see thy power and thy glory. in terra invia et conficiente ac sine aqua sic in sancto apparui tibi ut videam fortitudinem tuam et gloriam tuam 62 4 For thy mercy is better than lives: thee my lips will praise. melior est enim misericordia tua quam vitae labia mea laudabunt te 62 5 Thus will I bless thee all my life long: and in thy name I will lift up my hands. sic benedicam tibi in vita mea in nomine tuo levabo manus meas 62 6 Let my soul be filled as with marrow and fatness: and my mouth shall praise thee with joyful lips. quasi adipe et pinguidine implebitur anima mea et labiis laudantibus canet os meum 62 7 If I have remembered thee upon my bed, I will meditate on thee in the morning: recordans tui in cubili meo per singulas vigilias meditabor tibi 62 8 Because thou hast been my helper. And I will rejoice under the covert of thy wings: quia fuisti auxilium meum in umbra alarum tuarum laudabo 62 9 My soul hath stuck close to thee: thy right hand hath received me. adhesit anima mea post te me suscepit dextera tua 62 10 But they have fought my soul in vain, they shall go into the lower parts of the earth: ipsi vero interficere quaerunt animam meam ingrediantur in extrema terrae 62 11 They shall be delivered into the hands of the sword, they shall be the portions of foxes. congregentur in manus gladii pars vulpium erunt 62 12 But the king shall rejoice in God, all they shall be praised that swear by him: because the mouth is stopped of them that speak wicked things. rex autem laetabitur in Deo laudabitur omnis qui iurat in eo quia obstruetur os loquentium mendacium

A PARTIR DO ESQUEMA (A') DO OFÍCIO MONÁSTICO, ESTOU DISPONDO NESTE BLOG, TEXTOS BÍBLICOS EM INGLÊS E LATIN. COMEÇO APRESENTANDO A SEQÜÊNCIA DE LEITURAS DAS LAUDES DE DOMINGO: Sl 117, Sl 62, AT 47, Sl 150. VULGATE - SALMO 117 English Latin 117 1 Give praise to the Lord, for he is good: for his mercy endureth for ever. confitemini Domino quoniam bonus quoniam in aeternum misericordia eius 117 2 Let Israel now say, that he is good: that his mercy endureth for ever. dicat nunc Israhel quoniam in aeternum misericordia eius 117 3 Let the house of Aaron now say, that his mercy endureth for ever. dicat domus Aaron quoniam in aeternum misericordia eius 117 4 Let them that fear the Lord now say, that his mercy endureth for ever. dicant qui timent Dominum quoniam in aeternum misericordia eius 117 5 In my trouble I called upon the Lord: and the Lord heard me, and enlarged me. cum tribularer invocavi Dominum et exaudivit me in latitudine Dominus 117 6 The Lord is my helper: I will not fear what man can do unto me. Dominus meus es non timebo quid faciat mihi homo 117 7 The Lord is my helper: and I will look over my enemies. Dominus mihi auxiliator et ego despiciam odientes me 117 8 It is good to confide in the Lord, rather than to have confidence in man. melius est sperare in Domino quam sperare in homine 117 9 It is good to trust in the Lord, rather than to trust in princes. melius est sperare in Domino quam sperare in principibus 117 10 All nations compassed me about; and, in the name of the Lord I have been revenged on them. omnes gentes circumdederunt me et in nomine Domini ultus sum eas 117 11 Surrounding me they compassed me about: and in the name of the Lord I have been revenged on them. circumdederunt me et obsederunt me sed in nomine Domini ultus sum eas 117 12 They surrounded me like bees, and they burned like fire among thorns: and in the name of the Lord I was revenged on them. circumdederunt me quasi apes extinctae sunt quasi ignis spinarum in nomine Domini quia ultus sum eas 117 13 Being pushed I was overturned that I might fall: but the Lord supported me. inpulsus pellebar ut caderem et Dominus sustentavit me 117 14 The Lord is my strength and my praise: and he is become my salvation. fortitudo mea et laus mea Dominus et factus est mihi in salutem 117 15 The voice of rejoicing and of salvation is in the tabernacles of the just. vox laudis et salutis in tabernaculis iustorum 117 16 The right hand of the Lord hath wrought strength: the right hand of the Lord hath exalted me: the right hand of the Lord hath wrought strength. dextera Domini fecit fortitudinem dextera Domini excelsa dextera Domini fecit fortitudinem 117 17 I shall not die, but live: and shall declare the works of the Lord. non moriar sed vivam et narrabo opera Domini 117 18 The Lord chastising hath chastised me: but he hath not delivered me over to death. corripiens arguit me Dominus et morti non tradidit me 117 19 Open ye to me the gates of justice: I will go in to them, and give praise to the Lord. aperite mihi portas iustitiae ingressus eas confitebor Domino 117 20 This is the gate of the Lord, the just shall enter into it. haec est porta Domini iusti intrabunt in eam 117 21 I will give glory to thee because thou hast heard me: and art become my salvation. confitebor tibi quoniam exaudisti me et factus es mihi in salutem 117 22 The stone which the builders rejected; the same is become the head of the corner. lapis quem reprobaverunt aedificantes factus est in caput anguli 117 23 This is the Lord's doing , and it is wonderful in our eyes. a Domino factum est istud et hoc mirabile in oculis nostris 117 24 This is the day which the Lord hath made: let us be glad and rejoice therein. haec est dies quam fecit Dominus exultemus et laetemur in ea 117 25 O Lord, save me: O Lord, give good success. obsecro Domine salva obsecro obsecro Domine prosperare obsecro 117 26 Blessed be he that cometh in the name of the Lord. We have blessed you out of the house of the Lord. benedictus qui venit in nomine Domini benediximus vobis de domo Domini 117 27 The Lord is God, and he hath shone upon us. Appoint a solemn day, with shady boughs, even to the horn of the altar. Deus Dominus et apparuit nobis frequentate sollemnitatem in frondosis usque ad cornua altaris 117 28 Thou art my God, and I will praise thee: thou art my God, and I will exalt thee. I will praise thee, because thou hast heard me, and art become my salvation. Deus meus es tu et confitebor tibi Deus meus es tu exaltabo te 117 29 O praise ye the Lord, for he is good: for his mercy endureth for ever. confitemini Domino quoniam bonus quoniam in aeternum misericordia eius

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Reportagem do Jornal O Povo.

Os monges beneditinos rezam a missa, aos domingos, com cânticos gregorianos e orações em latim na capela do Mosteiro, em Fortaleza. É a única missa nesse estilo na Capital. O canto de entrada é em português, mas logo começam os cânticos gregorianos e as orações em latim como o Credo e o Pai Nosso.
A missa conventual gregoriana, celebrada na capela do Mosteiro de São Bento na Comunidade da Paupina, em Messejana, reúne um grande número de fiéis de vários bairros de Fortaleza. É aos domingos, a partir das 10 horas, quando a capela, dedicada à Nossa Senhora de Guadalupe, fica cheia. A assembléia, acostumada com o rito, também já sabe cantar e rezar em latim. O engenheiro Luiz Sombra, que há oito anos freqüenta e ajuda no Mosteiro, dispensa até o livrinho para o acompanhamento dos fiéis, pois já sabe de cor. "Costumo trazer os meus filhos e o que tem 10 anos disse pra mim que já sabia latim e citou a parte da oração do Credo:'judicáre vivos et mórtuos' (julgar vivos e mortos). Eles também gostam da missa rezada pelos monges beneditinos". O engenheiro, que mora com a família no bairro de Fátima, sabe todos os ritos da missa e ressalta a beleza de cada um deles, principalmente por ser toda cantada, até o anúncio do Evangelho. "Celebramos de acordo com o missal de Paulo VI, aprovado no Concílio Vaticano II (1962-1965), não é a celebração de acordo com o missal de São Pio V, a chamada missa tridentina (por causa do Concílio de Trento) que é da época de 1500", destaca o prior do Mosteiro de São Bento, dom Beda Pereira de Holanda que, ontem pela manhã, presidiu a celebração eucarística. O abade lembra, porém, que em vários países, a missa e celebrada em latim que ele não considera uma língua morta. "Em Roma (Itália) quando há congressos religiosos e outros locais, quando o sacerdote e o grupo entende o latim, então celebra-se nessa língua. O mesmo que celebrar em alemão, se no local só se entende esse idioma, ou espanhol em países que falam essa língua". Dom Beda considera que o papa Bento XVI fez bem em liberar que os fiéis possam pedir aos sacerdotes para rezar a missa no antigo ritual de São Pio V. Essa solicitação já pode ser feita partir do dia 14 de setembro, quando se celebra a Festa da Exaltação da Santa Cruz. No rito tridentino, o celebrante fica de costas para a assembléia. Reza em latim e o sacristão (leigo que ajuda na missa, entre outras funções) responde. Os fiéis acompanham pelo missal (livro próprio da celebração) que, numa nova versão, será bilíngüe.
No Brasil, por exemplo, virá com as respostas em latim e português. Sacristão durante 33 anos (1960-1993), João Ferreira da Silva, 80, o "seu" Joãozinho, recorda que ajudava ao padre Tito Guedes, o frei Wilson e o monsenhor André Camurça, entre outros, na Catedral Metropolitana de Fortaleza. "Como a missa era em latim, a gente decorava as respostas. Sabia tudo na ponta da língua", recorda o aposentado que mora em Messejana. Seu Joãozinho estudou durante 15 anos no Convento dos Frades Franciscanos, em Guaramiranga, no Maciço de Baturité, onde nasceu. "Lá comecei a ser coroinha e ajudar nas missas. As pessoas que assistiam à missa não entendiam nada. Muitos ficavam fazendo outras orações", completa. A missa tridentina não tinha sido proibida pela Santa Sé, mas para rezá-la era preciso a autorização do bispo que poderia negá-la. Na recente Carta Apostólica (Motu Proprio Summorum Pontificum), Bento XVI estabelece a liberação do uso do missal de São Pio V aos sacerdotes, sem a necessidade de aprovação do bispo. E-MAIS O Mosteiro de São Bento fica na rua Luís Fidélis, 939, na Comunidade da Paupina, em Messejana e o telefone é (85)3276 2018 Foi fundado há 15 anos e atualmente lá vivem oito monges que têm como prior (superior) dom Beda Pereira de Holanda, um pernambucano de Ouricuri que já completou 50 anos de clausura. Os monges celebram todos os dias as missas em português às 18 horas, na capela de Nossa Senhora de Guadalupe, dentro do Mosteiro e, aos domingos, às 10 horas, a missa conventual gregoriana com orações em latim. Recebem os fiéis para confissões todos os dias, a partir das 17 horas. O Mosteiro das monjas beneditinas fica no Condomínio Espiritual Uirapuru, no bairro Dias Macedo e existe em Fortaleza há 13 anos, segundo dom Beda de Holanda. 27/08/2007 00:57:01

terça-feira, 9 de outubro de 2007

EFEITOS DA REFORMA MUSICAL DE S. PIO X "Quero que o meu povo reze através da beleza" (S. Pio X) No cinquentenário da publicação do "Motu Proprio" não faltaram iniciativas, um pouco por todo o mundo católico, lembrando não só a importância do documento, mas também fazendo um balanço dos seus efeitos no domínio artístico e religioso. Quando surge algo de novo na sociedade, há sempre fortes resistências à mudança, sobretudo quando esta atinge privilégios e interesses estabelecidos. A reforma musical de S. Pio X não agradou a gregos e troianos. Nos primeiros anos ela deu origem às mais variadas reações. Charles Bordes, diretor da célebre Schola Cantorum de Paris, descrevia assim a situação em Roma: "os organizadores dos concertos de Igreja lamentavam a supressão destes onde se precipitava uma enorme multidão, sobretudo de estrangeiros. Os donos dos hotéis, por sua vez, temiam por não ter mais a afluência de ingleses e alemães que os alimentavam. Um cônego da basílica de S. Pedro chegou a afirmar que Pio X tinha caído numa armadilha, armada pelos protestantes, a fim de criar o vazio nas Igrejas. No mesmo artigo refere ainda: "o povo desabituou-se de toda a participação na Liturgia e a introdução na Igreja, de solistas, orquestra, coros separados, fez esquecer ao clero, o Canto Gregoriano. Criou-se o costume de chamar artistas que transformavam os cantos religiosos numa espécie de execução teatral. Quer em Roma, quer em Paris, muita gente vai à Igreja como se fosse ao teatro." (Jornal Figaro de 25/Abril de 1904 - n. trad.) Numa audiência concedida ao mesmo Charles Bordes, o Papa Pio X confessava a este músico: "Sei as dificuldades que esta reforma vai encontrar. Não é de um dia para o outro que se acaba com a música de dança e ópera e se trazem, de novo, os músicos cristãos para a Igreja para estudarem a arte gregoriana e a polifonia do século XVI e se restitui ao canto litúrgico a sua pureza primitiva." "É preciso combater as más tradições que são inveteradas e lutar contra a rotina do gosto público." "Sou um amante da música. Amo Bach, os grandes sinfonistas e as grandes óperas. Mas desejo que a ópera fique no teatro. O lugar destas músicas não é a Igreja." E Pio X conta a Charles Bordes este episódio anedótico: "Lembro-me que um dia, ao celebrar a Missa, no momento da consagração ouvi uma voz que cantava: Mira, o Norma, ai tuoi ginocchi..! " Apesar das resistências e grandes dificuldades, a reforma musical de S. Pio X teve efeitos positivos um pouco por todo o mundo católico. Em 1910, sob a iniciativa do próprio Papa, foi criado o Instituto Pontíficio de Música Sacra que passou a ser a escola modelo para a formação artística e litúrgica dos sacerdotes católicos mais dotados musicalmente, oriundos de todos os continentes. A ação levada a cabo pelos monges beneditinos da Abadia de Solesmes, na França, na restauração das melodias gregorianas, teve repercussões em todo o mundo católico. Foi, de fato a França, a pioneira de todo o movimento de renovação do canto litúrgico. Numa carta a Musique & Liturgie, o cardeal Maurice Feltin, arcebispo de Paris, dizia que "para durar, a vida necessita de liberdade, iniciativa e movimento. A fidelidade à tradição só é bem servida pelo cordial acolhimento das novas necessidades, suscitando novas formas de arte e de oração," nova et vetera". A propósito do "Motu Proprio", o cardeal Feltin afirma que "se este pode ser considerado como um dos elementos originais da renovação paroquial, é porque para o Papa Pio X se tratava não somente da beleza do culto, mas essencialmente, da participação dos fiéis nesta beleza." E escreve ainda: "Seria um engano vermos no "Motu Proprio" apenas a intervenção da autoridade numa querela de artistas. Nele há muito mais pois contém o germe que vemos desabrochar em tudo o que se fez desde então para melhorar a participação dos fiéis na Liturgia e torná-la mais sincera em espírito e em verdade". E a sua carta termina com um apelo aos músicos da Igreja para que tenham plena consciência do papel que lhes compete no seio da assembléia cristã. A sua vocação de educadores deve juntar-se à missão da Igreja que é ensinar à Humanidade o canto da esperança e da alegria cristãs. Na verdade, e em boa hora, juntaram-se à missão da Igreja para a renovação da sua Música, iniciativas de altíssimo valor. Em 1923 nascia o Instituto Gregoriano de Paris. Em 1926 foram criadas classes de Canto Gregoriano em vários Conservatórios de Música europeus, nomeadamente em Genebra e Budapeste. Pouco depois eram fundados o Instituto Pio X de Nova Yorque e o Instituto Pio X no Rio de Janeiro. Em 1940 nasceu a Escola Saint Grégoire de Le Mans, hoje elevada à categoria de Academia Internacional de Música Sacra, sob o patrocínio da Santa Sé. Floresceram Scholae Cantorum um pouco por toda a parte, como resposta aos apelos do Papa. Os efeitos da reforma musical de S. Pio X não se fizeram sentir apenas no renascimento do Canto Gregoriano em Escolas, Seminários, Conventos. O regresso à boa tradição da Polifonia Renascentista, um dos objetivos da sua reforma, começou em Roma com a criação da Sociedade Polifônica fundada por Rafael Casimiri. Este músico percorreu a Itália e muitos países estrangeiros divulgando a Polifonia. O mesmo sucedeu com Lorenzo Perosi - músico amigo de Pio X que este muito admirava. O coro da Capela Sistina foi completamente restaurado e teve também grande importância na divulgação do Canto Gregoriano e da Polifonia. Relativamente ao Órgão - eleito o instrumento - Rei da Igreja pelo seu rico significado simbólico que lhe fora atribuído desde a Idade Média e Barroco (símbolo de toda a criação do Universo) e pelas suas características musicais de grande riqueza tímbrica e solenidade, vários foram os compositores que enriqueceram o universo da Música Sacra com as suas obras, nomeadamente, Tebaldini e Oreste Ravanello na Itália, César Franck, Vincent D'Indy, Charles Bordes, na França, e os alemães da escola de Ratisbona como Proske, Witt, Haller e tantos outros. Passaram mais de cem anos depois da publicação do "Motu Proprio". As inovações introduzidas, desde então, através dos vários documentos pontifícios, com especial realce para a Instrução "Musicam Sacram" aprovada por Paulo VI no Concílio do Vaticano II, abriram as portas para novas formas de arte e de oração, no sentido de uma participação mais ativa dos fiéis na Liturgia. O canto popular religioso foi respeitado e introduzido na Igreja, de acordo com a cultura e costumes de cada povo. Foram também introduzidas as línguas vernáculas, não como regra, mas como exceção, na celebração da Missa, Ofício Divino e outras cerimônias litúrgicas. Porém, o que aconteceu ao Canto Gregoriano - o modelo supremo da Música Sacra , como o considerou Pio X, e o único que possui as qualidades de "santidade, bondade de formas e universalidade", sendo por esta razão a fonte de inspiração para novas melodias sacras vocais e instrumentais? Toda a legislação da Igreja sobre Música Sacra continua a dar-lhe a primazia como o canto próprio da Liturgia romana, porque é o fruto de experiências seculares no domínio da expressão musical religiosa e a quinta essência de toda a Música. Foi o fato religioso sobrenatural que estabeleceu a sua estrutura melódica e rítmica. Por isso, compreendemos melhor a afirmação solene de Pio X e seus sucessores de que uma música é tanto mais sagrada quanto mais se aproxima do Canto Gregoriano. Pois este canto que é todo paz, ordem, harmonia e luz (quando bem cantado)apesar da sua excelência, deixou, praticamente, de ter lugar na Igreja de hoje. Onde estão as edições simplificadas constantemente aconselhadas pelos vários Pontífices para o povo poder cantar as peças mais simples do Comum da Missa, bem como antífonas e hinos das várias épocas litúrgicas? Em relação à Polifonia, onde estão os milhares de motetos escritos por compositores de gênio que a Igreja teve sempre a preocupação de apoiar e chamar para junto de si? E o que aconteceu ao latim que a legislação da Igreja continua a considerar como a sua língua oficial? Foi pura e simplesmente banido e já não se estuda nos Seminários com a mesma profundidade. Há um novo "Ordo Missae". Quem o conhece? Chegou-se ao absurdo de o confundir com o rito de S. Pio V. E as Scholae Cantorum, técnica, artística e liturgicamente preparadas para cantarem as partes do Próprio da Missa e a Polifonia, pelo menos, nas catedrais e basílicas? Quanto à música que se canta hoje nas igrejas, um pouco por toda a parte, seria ridículo, chamar-lhe música sacra. Salvo raras exceções, que se podem contar pelos dedos, atingiu-se um tal grau de vulgaridade e insensibilidade musicais que serão necessários muitos anos para mudar este estado de coisas, se é que ainda é possível mudar. No interessante artigo " Incursões profanas no espaço sagrado da Liturgia Católica", o organista Prof. Joel Canhão põe o dedo na ferida e faz uma séria análise sobre esta temática Apesar dos esforços que têm sido feitos para melhorar a Música Litúrgica, quer popular, quer erudita, a verdade é que estamos mergulhados numa nova decadência que é, sem dúvida, fruto da profunda crise de valores morais e espirituais que assola o mundo e para a qual contribuíram as filosofias materialistas do século XX. A Igreja não foi ainda capaz de as combater eficazmente porque não está unida. Os cristãos continuam desunidos e a sua desunião, como dizia Soloviev, é a dissolução espiritual do mundo. Só a união pode trazer a paz que é uma necessidade inata do homem. O Canto Gregoriano é o maior tesouro espiritual da Igreja com a força suficiente para unir os cristãos. S. Pio X, na sua imensa sabedoria e santidade, sabia o que era o bem da Igreja: "renovar todas as coisas em Cristo" que é a LUZ e o AMOR universais. A Humanidade do século XXI, neste mundo tão conturbado e dividido, necessita, mais do que nunca, da LUZ e do AMOR que Cristo irradia.

1- MAIS DE UM SÉCULO DO "MOTU PROPRIO" "S. Pio X era um artista, apaixonado por todas as formas de harmonia e equilíbrio nascidas da ciência e da arte. Ele conhecia o encanto e a força ascencional da beleza e da verdade" (Michel Fontbel) O "Motu Próprio" "Tra le Sollecitudini" constitui um marco importantíssimo na História da Música Sacra da Igreja Católica. Lembrar o seu centenário é lembrar também, com grande veneração, o Papa S. Pio X - autor daquele importante documento emanado do Palácio do Vaticano, no dia da festa de Santa Cecília, a 22 de Novembro de 1903. Se o "Motu Proprio" apareceu como uma luz intensamente brilhante no meio do caos e da decadência em que se encontrava a música então praticada na Igreja Católica, é bom dar a conhecer um pouco o criador dessa luz - S. Pio X. Depois da morte de Leão XIII, a 20 de Julho de 1903, a abertura do Conclave foi fixada para 31 de Julho do mesmo ano. Então, o inesperado aconteceu. Entre sessenta e dois cardeais presentes, em que tudo parecia apontar para a eleição do cardeal Rampolla, o escolhido para futuro Papa Pio X foi, de fato, Giuseppe Melchior Sarto - cardeal de Veneza. Era assim eleito o primeiro Pontífice do novo e último século do segundo milénio da era cristã. Deus escolheu para a sua Igreja um dos maiores Papas da época moderna, cuja divisa, profundamente humana e divina era "renovar todas as coisas em Cristo". Logo no dia seguinte à eleição de Pio X, o escritor polaco-francês Rzewuski, fazia uma importante declaração dizendo que "o novo Papa era, sem dúvida, o homem mais atualizado sobre o movimento filosófico, literário e social contemporâneo" (cit. in Fontbell, M. "La sagesse de Pio X", p.29. n. trad.) Molmenti, o historiador da cidade dos Dodges caracterizava o cardeal Sarto como um "erudito, filósofo, artista, músico que aconselhava e apoiava Perosi, um homem de grande coração, um homem de Deus". (idem. ob. cit.). O pintor e filósofo protestante Maurice Baud, pouco antes da sua morte, ocorrida em 1915, teve a coragem de escrever sobre Pio X, desta forma: "vivia-se na época da separação das Igrejas e do Estado. No mundo ecoavam disputas confessionais. Recordo-me que Pio X não era bem acolhido na imprensa. Deixei os jornais e revistas e fui, com expectativa, beber diretamente à fonte, consultando atas, encíclicas, cartas e o motu proprio de Sua Santidade Pio X. Foi então que me inclinei perante esta inteligência, perante a serenidade, a dignidade, a tranquila coragem deste homem santo - o mais grandioso caráter deste tempo, erguido como um sólido bloco, sem uma única fissura, diante do nosso espírito tão perturbado e dividido" . (idem ob. cit.pp 35-36. n. trad.). O "Motu Proprio" foi o mais importante documento saído no primeiro ano de pontificado de S. Pio X - cerca de quatro meses após a sua eleição. Contudo, sabe-se que muito antes, quando era ainda cardeal em Veneza, iniciou uma pesquisa tendo compilado as normas particulares sobre a Reforma da Música Litúrgica de João XXII, do concílio de Trento, de Bento XIV e de muitos concílios provinciais. Quando em 1893, o Papa Leão XIII, seu antecessor, mandou efetuar um inquérito sobre a Música na Igreja, o cardeal Sarto enviou-lhe um longo votum onde se encontravam desenvolvidas todas as idéias mestras do seu futuro "Motu Proprio". Agora, era "inesperadamente" a autoridade máxima da Igreja Católica. Podia prestar-lhe grandes serviços no campo da Música Litúrgica, o que, efetivamente, aconteceu. Segundo as palavras do próprio Papa S. Pio X, o "Motu Próprio" é um "código jurídico" da Música Sacra. O documento consagra os princípios e normas que devem presidir à utilização da Música nas funções do culto da Igreja Católica. Perante os abusos em matéria de canto e instrumentos musicais utilizados nas cerimônias litúrgicas, sobretudo as incursões da música profana operática que há muito vinha invadindo as igrejas, e ainda perante os protestos surgidos de todo o mundo católico, S. Pio X, o Papa dos artistas como ficou conhecido, foi profundamente sábio e clarividente ao intervir ainda a tempo de evitar uma decadência maior da Música na Igreja. A sua importante ação como reformador da Música Sacra mereceu-lhe a canonização em 1954, tendo sido proclamado patrono da Música Sacra, figurando ao lado de S. Gregório Magno e de Santa Cecília - a Padroeira da Música de Igreja desde o século XV. No curto preâmbulo do "Motu Proprio" o Papa apela, antes de mais, para a necessidade de dignificar e embelezar a casa de Deus - onde "nada deve perturbar ou diminuir a piedade e devoção dos fiéis". Tece depois algumas considerações sobre os abusos cometidos na Igreja, em matéria de música e, condena-os veementemente. Depois de atribuir a força de lei e a obrigatoriedade da "escrupulosa observância" do documento, expõe a seguir, num primeiro capítulo, os dois princípios essenciais do "Motu Proprio": 1- A Música Sacra, enquanto parte integrante da Liturgia solene, tem como fim a glória de Deus, a santificação e edificação dos fiéis. 2- A Música Sacra deve possuir as qualidades próprias para bem servir a Liturgia e que são: a santidade, a bondade de formas e decorrente destas, a universalidade. Os capítulos que se seguem contêm um conjunto de normas sobre a Música Sacra: os gêneros de Música que devem ser cultivados, em que é dada a primazia ao Canto Gregoriano e à Polifonia da Renascença; o texto litúrgico com a manutenção da tradição do uso do latim como língua oficial da Igreja, e a proibição da utilização da língua vulgar nas funções litúrgicas solenes, Comum da Missa e Ofício Divino, bem como a proibição de alterar, "ad libitum", os textos litúrgicos; a forma externa das composições, as quais devem manter a forma das diversas partes da Missa e do Ofício de acordo com a tradição eclesiástica; os cantores, o coro e quem os deve integrar; o uso do Órgão e outros instrumentos na Igreja; os meios principais para pôr em prática as normas contidas no documento; apelo à competência musical e à criação de Escolas Superiores de Música Sacra a exemplo das antigas Scholae Cantorum para a preparação de mestres de capela, organistas e cantores. Na conclusão, Pio X apela para todas as autoridades do mundo católico para que favoreçam, com todo o zelo, a atual reforma. Ao longo do século XX, o "Motu Proprio" continuou a ser a bíblia da Música Sacra. Com a mudança natural ou forçada dos tempos, houve necessidade de inovar e vários aspectos foram ultrapassados. Contudo, os seus princípios continuam intactos. O "Motu Proprio" é uma referência obrigatória. Todos os Papas que sucederam a S. Pio X, sobretudo Paulo VI - o Papa do Concílio Vaticano II que aprovou a importante Instrução "Musicam Sacram", regressaram à fonte das sábias normas do "Motu Proprio" e nelas se inspiraram para legislar sobre a Música que deve servir a Liturgia.

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

ESTUDO DA NOTAÇÃO GREGORIANA (Segundo os princípios do «Método de Solesmes») A notação Gregoriana que vemos nas edições modernas reproduz a escrita gótica dos manuscritos diastemáticos dos séc.s XIV e XV. As notas são dispostas sobre uma pauta de quatro linhas e três espaços – o «tetragrama». Quando o tetragrama não pode englobar todo o âmbito – ou seja, toda a extensão – da melodia, usam-se outras linhas, para as notas que tenham que ser escritas para além do mesmo: são as chamadas «linhas suplementares», tal como na escrita em notação moderna. O nome das notas é determinado por duas espécies de claves: a clave de DO – que pode estar nas 2.ª, 3.ª, ou 4.ª linhas – e a clave de FA – que pode encontrar-se, apenas e só, nas 3.ª, ou 4.ª linhas (note-se que tais claves são provenientes das letras «C» e «F», da notação alfabética – de origem Grega – das quais já fiz referência). A leitura, em cada uma destas claves, é muito simplificada, por um cálculo rápido e exato dos intervalos: todas as notas que estejam na linha em que se encontra a clave, têm o nome desta; uma vez conhecidas aquelas, subindo, ou descendo, fica-se a saber o nome das restantes. As notas – todas iguais em duração (apesar da sua forma diferente) – são representadas por sinais, a que, em canto Gregoriano, chamamos «neumas»: a palavra «neuma» deriva do Grego e significa, exatamente, «sinal». Os neumas fundamentais são a «VIRGA» e o «PUNCTUM» («quadratum», ou «inclinatum»: sob a forma de «inclinatum» – ou seja, de «losango» – nunca se encontra só).Este foi um dos erros clássicos que encontrei nos mosteiros. Muito pior é quando alguém se diz entendedor do assunto e escreve em notação moderna com harmonição puramente desconhecedora da essência do canto gregoriano. São muitas as falhas que difamam este canto. Por enquanto não vou me estender sobre esta crítica. Os neumas têm a sua origem nos acentos gramaticais: · o acento agudo [´] – que se tornou «virga»; · e o acento grave [`] – que se tornou «punctum» (ou «tractulus»). Outros neumas há – neumas especiais – que nunca se encontram sós, sobre uma sílaba isolada e que, por este motivo, não fazem parte dos neumas fundamentais, se bem que sejam neumas simples: · o «Apóstrofe» [’] – que deu origem à família dos «strophicus» – «dístrofe» e «trístrofe»; · o «Oriscus» – que não é senão um apóstrofe, cuja transcrição atual, na ed. Vaticana, é o punctum e a virga; · o «Quilisma», do qual se ignora a origem e cuja transcrição é também o «punctum». Este neuma merece atenção especial, portanto logo mais lhe daremos a devida atenção, e explicarei o seu uso no canto gregoriano. Todos estes sinais correspondem a um som, cuja duração é de um tempo simples (correspondendo, convencionalmente, em notação moderna, a uma «colcheia»). O canto Gregoriano, sendo formado por uma sucessão de tempos simples, é regular – ou seja, isócrono – no seu movimento, enquanto um sinal suplementar não vier a modificar a sua duração. Tais sinais suplementares são, principalmente: 1.– o episema horizontal, que indica uma ligeira prolongação da nota, ou do grupo que afecta (sinal mais expressivo, do que quantitativo) 2.– e o ponto mora, que dobra o valor da nota (sinal quantitativo) – assim, uma nota pontuada corresponde sempre, convencionalmente, a uma «semínima», em notação moderna. Tendo como base os neumas fundamentais – «punctum» e «virga» – a partir deles, surgem os neumas (ou combinações neumáticas) de duas, ou mais notas.
Bons estudos.

BREVE COMENTÁRIO SOBRE A HISTÓRIA DO CANTO GREGORIANO Foram quatro os períodos principais: 1.– Período de formação: do começo da Igreja – sensìvelmente, desde o fim das perseguições (313) até S. Gregório Magno (590); 2.– Período de apogeu e de difusão: desde S. Gregório Magno (590-604) até ao século XIII – Notação da melodia e do ritmo; 3.– Período de decadência: do século XIII à primeira metade do século XIX; 4.– Período de restauro: da segunda metade do século XIX, até aos nossos dias (Chanoîne Coudray). PRIMEIRO PERÍODO O canto Litúrgico da Igreja Católica foi constituído, no seu início, por elementos provenientes de origens diversas, das quais é difícil precisar a contribuição de cada uma delas. Porém, o que se pode notar é que as provenientes da sinagoga foram, evidentemente, bastante importantes e, que os primeiros cristãos utilizaram, certamente, nas suas assembléias, os Salmos e os Cânticos Judaicos. Depois, à medida que as comunidades cristãs se multiplicaram – na Grécia e entre os Latinos, na Ásia Menor e África – novos elementos se juntaram às melodias primitivas, que assim se enriqueceram com a contribuição que lhes trouxe a diversidade cultural dessas civilizações. À medida que o canto se aperfeiçoava, organizavam-se, pouco a pouco, as formas do Culto – a Liturgia – sob o impulso dos Bispos: no séc. IV estavam constituídas, em volta dos grandes centros de difusão, tais como Milão, Constantinopla e Roma. Mas chegou o momento em que a preocupação de unificar o canto obrigou os Pontífices Romanos (S. Dâmaso, séc. IV), a orientar as suas tendências e, assim, de etapa em etapa, se chegou a S. Gregório Magno. SEGUNDO PERÍODO S. Gregório I – que a História cognominou de «S. Gregório Magno» – nasceu em Roma em 542, tendo ocupado a Cátedra de S. Pedro entre 591 e 604. “S. Gregório foi admiràvelmente preparado para a sua obra musical, pela sua educação de nobre Romano, pela sua vocação Monástica, em que um dos principais serviços foi, precisamente, a organização da Liturgia, enfim, pelo seu gênio musical. Segundo consta, S. Gregório teria composto, ele próprio (ou mandado compor) um certo número de peças, mas a sua principal ação foi, sobretudo: – colher, selecionar, ordenar as peças e dar a cada uma o seu lugar no ciclo Litúrgico, para formar o repertório que constituiu o «Antifonário»; Antiphonalae. – reformar e levar à perfeição os cantos que se encontravam em uso; – fundar a «Schola Cantorum», escola superior de Música Sacra” (Chanoîne Coudray). Foi desta fundação que nasceu a chamada Escola Romana, e foi devido à importância da obra realizada por S. Gregório Magno que o canto Litúrgico da Cristandade Latina se chamou «Canto Gregoriano». Este canto espalhou-se por toda a Inglaterra e, especialmente, na França (Escola Galicana), com Pepino o Breve e Carlos Magno: no reinado deste último, os diáconos Petrus e Romanus, enviados pelo Papa Adriano, fundaram as duas célebres Escolas: Metz e St. Gall. Havia também a Escola Ambrosiana (que já existia antes de S. Gregório Magno) e a Escola Mozárabe (sobre esta parte da História – respeitante à obra de S. Gregório Magno – têm interesse os artigos do Rev. P. Froger, O.S.B., in: «Musique et Liturgie», N.ºs 15, 18 ss, 1950). NOTAÇÃO DA MELODIA E DO RITMO Os sons musicais exprimem-se por meio de sinais que se chamam notas: DO [UT] – RE – MI – FA – SOL – LA – SI, e que se repetem, sucessivamente, pela mesma ordem. Estes nomes, usados por Guido d'Arezzo (monge beneditino da Idade Média), correspondem às primeiras sílabas da 1.ª estrofe do Hino do Ofício de S. João Baptista: «(Ut) queant laxis (Re)sonare fibris (Mi)ra gestorum (Fa)muli tuorum (Sol)ve polluti (La)bii reatum (Sancte I)oannes». No ano 1673, Bononcini mudou o nome de «UT» para «DO». Os manuscritos mais antigos que se conhecem não vão além do séc. IX e contêm diversos tipos de notação: 1.– Notação neumática, ou de neumas-acentos (notação «quironômica»), proveniente, principalmente, dos sinais tirados da Gramática Latina – acento agudo [´] e acento grave [`] – combinados de diferentes modos e colocados por cima do texto literário: uma notação melódica muito imperfeita, notação «in campo aperto», porque a falta de pauta não permitia precisar os intervalos das notas, mas rica em indicações sobre a interpretação expressiva das peças. Notação alfabética, (de origem Grega, muito anterior a Guido de Arezzo), na qual as notas: LA – SI – DO – RE – MI – FA – SOL eram designadas, respectivamente, pelas letras A – B – C – D – E – F – G: era uma notação mais precisa, quanto aos intervalos, mas má, quanto à unidade dos neumas; 3.– Notação bilingue, ou dupla: neumática e alfabética; 4.– Notação diastemática, indicando os intervalos, utilizando as linhas levadas, progressivamente, ao número de quatro, que constituem, ainda hoje, o tetragrama Gregoriano: os neumas são empregados sobre o tetragrama, perdem em perfeição gráfica, até atingirem a forma geométrica e rígida da tipografia moderna. Os acentos primitivos transformaram-se em «pontos», colocados com precisão (neumas-pontos). “Com a notação diastemática foi assegurada a precisão dos intervalos, mas este aperfeiçoamento foi, de certo modo, um empobrecimento: os detalhes rítmicos desapareceram e, essa deformação alterava o Canto Gregoriano, atingindo a própria origem da vida que o anima. Em princípio, a tradição rítmica foi, na verdade, oral, tal como a tradição melódica. Desde que os artistas notaram a melodia «in campo aperto», juntaram-lhe as indicações rítmicas. Para alcançar esse objectivo, fundaram-se escolas regionais, cuja projeção foi extraordinária. Estas escolas conseguiram determinar o prolongamento (ou não prolongamento) e o carácter expressivo de certos grupos neumáticos e/ou de certas notas. Os estudos comparativos, feitos sobre os manuscritos, provam que, com meios por vezes diferentes, mas idênticos, em todo o caso, para a mesma escola, os mestres da ciência Gregoriana conseguiram estabilizar a interpretação rítmica tradicional” (Le Guennant). São esses detalhes rítmicos – desaparecidos – que a Escola de Solesmes restituiu, com os seus sinais rítmicos. TERCEIRO PERÍODO – CAUSA DA DECADÊNCIA: · 1.– Abandono progressivo das tradições rítmicas; · 2.– Influência, cada vez maior, da polifonia nascente; · 3.– Atribuição arbitrária de duração desigual às diversas formas de notas, em consequência da ignorância das origens da notação Gregoriana; · 4.– Mutilação (e arrastamento) das melodias, na sua execução; · 5.– O Renascimento, com o seu total desprezo por tudo quanto era Medieval; · 6.– O desconhecimento completo das qualidades do acento tônico Latino na época Eclesiástica, no fim do séc. IV d.C. (cf. Chanoîne Coudray). De tudo isto, resultou, em 1614, a chamada «Edição Mediciana», por ter sido impressa na tipografia dos Médicis, em Roma, edição que foi o ponto de partida de inumeráveis edições abreviadas, em que o Canto Gregoriano se tornou irreconhecível. QUARTO PERÍODO – A RESTAURAÇÃO: O restauro do Canto Gregoriano – que deve o seu ponto de partida ao restabelecimento da Liturgia Romana na França, em consequência dos trabalhos de Dom Prosper Guéranger (Abade de Solesmes) – caracteriza-se pelo regresso às fontes, aos manuscritos, e foi, principalmente, levada a cabo pelos monges Beneditinos de Solesmes. Esta restauração tem três aspectos diferentes: primeiro, melódica, segundo; rítmica e depois, modal. RESTAURAÇÃO MELÓDICA Em 1847, foi descoberto o manuscrito bilingue de Montpellier, por Danjou, organista em Paris. Em 1848, o P. Lambillotte reconstitui um precioso manuscrito de St. Gall, atribuído ao diácono Romanus. Em 1850, publicação da Edição «Rémo-Cambranense» (ou «Cambraiana»), tentativa de restauração julgada insuficiente pelo P. Lambillotte, que se recusou a fazer parte da comissão encarregada de a preparar. Em 1856, Dom Jausions – por ordem de D. Guéranger (Abade de Solesmes) – começou a examinar os manuscritos de França. Em 1880, D. J. Pothier publicou a sua célebre obra «Les mélodies Grégoriennes», segundo a tradição. Em 1883, é publicado o «Liber Gradualis», para as Missas. Em 1891, é publicado o «Liber Antiphonarius», para o Ofício Divino. Em 1889, Dom Mocquereau – discípulo de D. Pothier – lança a famosa publicação Solesmiana a «Paleografia Musical», na qual defende a obra de restauro de D. Pothier, reproduzindo, pela fotografia, os manuscritos, para permitir ao mundo conhecedor seguir os trabalhos de restauração e, consegue destruir – no plano científico e artístico – o crédito da «Edição Mediciana», cujo privilégio havia sido renovado ao editor Pustet, de Ratisbonne, em 1873 (Chanoîne Coudray). Em 1890, Dom Mocquereau funda o atelier de Paleografia Musical, no qual Dom Joseph Gajard se tornou o seu principal colaborador. Em 1903, S. Pio X confia a uma comissão especial, em Roma, a redação de uma edição oficial, baseada nos trabalhos de Solesmes: essa edição – chamada «Vaticana», por ter saído da Imprensa do Vaticano – apareceu em 1907, com o «Graduale» e, em 1912, com o «Antiphonale». Um decreto da Sagrada Congregação dos Ritos, datada de 2-ABR-1911, autorizou Solesmes a empregar, na Edição Vaticana, os sinais rítmicos, cuja autenticidade era indiscutível. É sob essa forma que ela é, geralmente, mais utilizada, embora, em certos meios, prefiram ainda a Edição Vaticana pura, ou seja, sem sinais complementares de espécie alguma. RESTAURAÇÃO RÍTMICA Depois dos trabalhos do Cón. Chantier, em 1859, e dos de D. Pothier, Dom Mocquereau publica a importante obra «Le Nombre Musical Grégorien», em dois volumes, nos quais estuda o ritmo da melodia, o ritmo da palavra Latina e, finalmente, o acordo entre a melodia e o texto Latino. A projeção da Escola de Solesmes e a difusão do método de interpretação tiveram, sobretudo na primeira metade e parte da segunda metade do séc. XX, uma enorme expansão, devido à criação de Escolas, entre as quais são de salientar: – o «Instituto Pontifício de Musica Sacra», em Roma (1910); – a «Escola S. Pio X», em Nova Iorque; – o «Instituto Gregoriano de Paris» (1923): a este último estiveram ligados, em França, a maior parte dos Centros de Estudos Gregorianos de província, que se fundaram desde então. O Director do Instituto Gregoriano de Paris – Mr. Le Guennant – retomando a tese de Dom Mocquereau, publicou «Précis de rythmique Grégorienne», em fascículos, nos quais mostra a perfeita consonância com as leis que regem a interpretação da Música, sob todas as suas formas. Dom Gajard, por seu turno, publicou várias monografias, séries de artigos na «Revista Gregoriana» e, em 1951, «La Méthode de Solesmes». RESTAURAÇÃO MODAL Enfim, grandes investigações foram feitas, no campo da Modalidade, começadas por D. Hesbert Desroquettes e continuadas por Mr. Henri Potiron, Professor do Instituto Gregoriano de Paris, em íntima ligação com Solesmes, seguidas, mais tarde, por Dom Pièrre Combe, O.S.B., responsável que foi pelo atelier de Paleografia de Solesmes e, atualmente, por Dom Daniel Saulnier, O.S.B., também este, monge de Solesmes. Espero que os interessados no assunto não desanimem e continuem lendo e estudando estes simples comentários. Caso seja para maior profundidade e divulgação desta obra de arte cristã, eu disponho de material para pesquisa. Na sua maioria em francês. Se por acaso for alguém de Fortaleza fica mais fácil de trocarmos idéias. Aos amantes do canto gregoriano eu deixo o meu abraço.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

O CANTO GREGORIANO NA LITURGIA Por «Canto Gregoriano» se entende uma forma de Oração cantada – monódica, de gênero diatônico, modal e de ritmo livre – que a Igreja Católica adotou, oficialmente, para a Liturgia da Cristandade Ocidental de Rito Romano. A ARTE AO SERVIÇO DA ORAÇÃO, NO CANTO GREGORIANO “No Canto Gregoriano, o texto fornece ao homem o alimento necessário ao espírito, a música traz-lhe o alimento de que o seu coração precisa. Assim, ambos contribuem, em conjunto, para uma completa expansão do ser humano nas suas relações com Deus” (Le Guennant). “A música religiosa não é um complemento, ou um ornamento exterior, é a vida da própria oração, tomando a forma completa; está ligada à palavra, como a palavra ao pensamento, o pensamento à alma e a alma a Deus” (Rev. P. Sertillages, in: «Prière et Musique», p. 12). FRUTO DO CONHECIMENTO DO CANTO GREGORIANO “O conhecimento do Canto Gregoriano nos fará sentir os maiores prazeres artísticos, nos proporcionará grandes compensações espirituais e será um importante meio de apostolado, se pudermos e quisermos corresponder aos desejos Pontifícios com os mais belos louvores litúrgicos” (Chanoîne Coudray). LEGISLAÇÃO ECLESIÁSTICA SOBRE O CANTO GREGORIANO – PRINCIPAIS DOCUMENTOS: · «Motu Proprio» de S. Pio X, de 22-NOV-1903
. Carta de S. Pio X ao Cardeal Respighi (Cardeal Vigário de Roma), datada de 8-DEZ-1903; · «Motu Proprio» de S. Pio X, sobre a Edição Vaticana, de 25-ABR-1904; · Decreto da Sagrada Congregação dos Ritos, sobre a Edição típica Vaticana, de 8-ABR-1908; · Constituição «Divini Cultus», de Pio XI, de 20-DEZ-1928; · Encíclica «Mediator Dei», de Pio XII, de 20-NOV-1947; · Encíclica «Musicae Sacrae Disciplinae», de Pio XII, de 25-DEZ-1955; · Instrução «De Musica Sacra», da Sagrada Congregação dos Ritos, aprovada e confirmada por Pio XII, em 3-SET-1958; · Constituição Conciliar «De Sacra Liturgia», Cap. VI, promulgada em 4-DEZ-1963, por Paulo VI; · Instrução «De Sacrorum alumnorum Liturgica Institutione», promulgada pela Sagrada Congregação dos Seminários e confirmada por Paulo VI, em 25-DEZ-1965; · Instrução «Musicam Sacram» – actualmente em vigor –, promulgada por Paulo VI, em 5-MAR-1967.
. Sacro Sanctum Concilium , Doc. Concílio Ecumênico Vaticano II, (1962-1965) - A música Sacra cap. VI; 112 - 121.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

motivos que me levaram a digitar estas palavras sobre canto gregoriano

terça-feira, 25 de setembro de 2007

canto gregoriano

A arte da Espiritualidade cantada nos foi enviada por um Deus Transfigurado através dos dons do Espírito Santo em função do Louvor do próprio Deus. As primeiras comunidades cristãs sofriam e lhe aquardavam em plena vigília às escondidas, pois temiam as perseguições daqueles cujos não tinham fé no Deus vivo. Quando os judeus se convertiam ao Senhor Jesus Cristo, eles não deixaram de recitar os louvores que eram de costume serem cantados e rezados nas sinagogas. A oração cantada que nos é conhecida como Canto Gregoriano tem sua origem numa espiritualidade viva e cheia de esperança no Advento do Senhor. Os primeiros cristãos em honra ao Senhor se dedicavam animadamente em cantar louvores com passagens da Sagrada Escritura. Por isso, eu costumo dizer que quando se canta uma melodia gregoriana não é necessariamente para Deus; é muito mais do que uma simples intenção, na verdade o que acontece é a presença do Deus vivo em nossas vozes que nos faz rezar o próprio Deus e não somente para Deus.

domingo, 2 de setembro de 2007

As Orações dos Monges

REZE CONOSCO!
Laudes: 5h50 (Fechado)
Hora Meridiana: 12h (Aberto)
Vésperas: 17h (Aberto)
Santa Missa: 18h (Aberto)
Completas: (Fehado)
Vigílias: (Fechado)
Contactos: 085 3276 2018

Oração da Medalha de São Bento

C.S.S.M.L. Crux Sacra Sit Mihi Lux A Cruz Sagrada seja minha luz N.D.S.M.D. Non Draco Sit Mihi Dux Não seja o dragão meu guia V.R.S.N.S.M.V. Vade Retro Sátana Nunquam Suade Mihi Vana Retira-te, satanás, nunca me aconselhes coisas vãs S.M.Q.L.I.V.B. Sunt Mala Quae Libas Ipse Venena Bibas É mau o que ofereces, bebe tu mesmo os teus venenos
Pai Nosso, Ave Maria e o Glória ao Pai...

PEDIDOS DE ORAÇÕES 2013


Estamos Rezando pela saúde:
FAGNER FLAYNER
Lucas Guimarães
Estamos Rezando pela Alma:
Francisca Alves de Oliveira
(A luz eterna brilhe para ele(a))

Pela cura, saúde, proteção e libertação
Suzana Faber
Everton Evangelista da Rocha Jorge.
Drielle Morais
Elisa
Conquista de um emprego
Djeickson Carvalho de Oliveira
Faça também seu pedido de oração.

sábado, 1 de setembro de 2007

REGRA DE NOSSO PAI SÃO BENTO - CAPÍTULO DO DIA - CAPÍTULO I

Dos semanários da cozinha.(1) Que os irmãos se sirvam mutuamente e ninguém seja dispensado do ofício da cozinha, a não ser no caso de doença ou se se tratar de alguém ocupado em assunto de grande utilidade; (2) pois por esse meio se adquire maior recompensa e caridade. (3) Para os fracos, arranjem-se auxiliares, a fim de que não o façam com tristeza; (4) ainda conforme o estado da comunidade e a situação do lugar, que todos tenham auxiliares. (5) Se a comunidade for numerosa, seja o Celeireiro dispensado da cozinha, e também, como dissemos, os que estiverem ocupados em assuntos de maior utilidade. (6) Os demais sirvam-se mutuamente na caridade. (7) O que vai terminar sua semana faça, no sábado, a limpeza; (8) lavem as toalhas com que os irmãos enxugam as mãos e os pés; (9) ambos, tanto o que sai como o que entra, lavem os pés de todos. (10) Devolva aquele ao Celeireiro os objetos do seu ofício, limpos e perfeitos; (11) entregue-os outra vez o Celeireiro ao que entra, para que saiba o que dá e o que recebe. (12) Os semanários recebam, uma hora antes da refeição, além da porção estabelecida, um pouco de pão e algo para beber, (13) a fim de que, na hora da refeição, sirvam a seus irmãos sem murmurar e sem grande cansaço; (14) no entanto, nos dias solenes, esperem até depois da Missa. (15) No domingo, logo que acabem as Matinas, os semanários que entram e os que saem prostrem-se no oratório, aos pés de todos, pedindo que orem por eles. (16) Aquele que termina a semana diga o seguinte versículo: "Bendito é o Senhor Deus que me ajudou e consolou". (17) Dito isso três vezes e recebida a bênção, sai; prossiga o que começa a semana, dizendo: "Ó Deus vinde em meu auxílio; Senhor, apressai-vos em socorrer-me". (18) Também isso seja repetido três vezes por todos e, recebida a bênção, entre no seu ofício.

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Prólogo da Regra de São Bento

PRÓLOGO DA REGRA
(1) Escuta, filho, os preceitos do Mestre, e inclina o ouvido do teu coração; recebe de boa vontade e executa eficazmente o conselho de um bom pai, (2) para que voltes, pelo labor da obediência, àquele de quem te afastaste pela desídia da desobediência. (3) A ti, pois, se dirige agora a minha palavra, quem quer que sejas que, renunciando às próprias vontades, empunhas as gloriosas e poderosíssimas armas da obediência para militar sob o Cristo Senhor, verdadeiro Rei. (4) Antes de tudo, quando encetares algo de bom, pede-lhe com oração muito insistente que seja por ele plenamente realizado, (5) a fim de que nunca venha a entristecer-se, por causa das nossas más ações, aquele que já se dignou contar-nos no número de seus filhos; (6) assim, pois, devemos obedecer-lhe em todo tempo, usando de seus dons a nós concedidos para que não só não venha jamais, como pai irado, a deserdar seus filhos, (7) nem tenha também, qual Senhor temível, irritado com nossas más ações, de entregar-nos à pena eterna como péssimos servos que o não quiseram seguir para a glória. (8) Levantemo-nos então finalmente, pois a Escritura nos desperta dizendo: "Já é hora de nos levantarmos do sono". (9) E, com os olhos abertos para a luz deífica, orçamos, ouvidos atentos, o que nos adverte a voz divina que clama todos os dias: (10) "Hoje, se ouvirdes a sua voz, não permitais que se endereçam vossos corações", (11) e de novo: "Quem tem ouvidos para ouvir, ouça o que o Espírito diz às igrejas". (12) E que diz? -- "Vinde, meus filhos, ouvi-me, eu vos ensinarei o temor do Senhor. (13) Correi enquanto tiverdes a luz da vida, para que as trevas da morte não vos envolvam". (14) E procurando o Senhor o seu operário na multidão do povo, ao qual clama estas coisas, diz ainda: (15) "Qual é o homem que quer a vida e deseja ver dias felizes?" (16) Se, ouvindo, responderes: "Eu", dir-te-á Deus: (17) "Se queres possuir a verdadeira e perpétua vida, guarda a tua língua de dizer o mal e que teus lábios não profiram a falsidade, afasta-te do mal e faze o bem, procura a paz e segue-a". (18) E quando tiveres feito isso, estarão meus olhos sobre ti e meus ouvidos junto às tuas preces, e antes que me invoques dir-te-ei: "Eis-me aqui". (19) Que há de mais doce para nós, caríssimos irmãos, do que esta voz do Senhor a convidar-nos? (20) Eis que pela sua piedade nos mostra o Senhor o caminho da vida. (21) Cingidos, pois, os rins com a fé e a observância das boas ações, guiados pelo Evangelho, trilhemos os seus caminhos para que mereçamos ver aquele que nos chamou para o seu reino. (22) Se queremos habitar na tenda real do acampamento desse reino, é preciso correr pelo caminho das boas obras, de outra forma nunca se há de chegar lá. (23) Mas, com o profeta, interroguemos o Senhor, dizendo-lhe: "Senhor, quem habitará na vossa tenda e descansará na vossa montanha santa?". (24) Depois dessa pergunta, irmãos, ouçamos o Senhor que responde e nos mostra o caminho dessa mesma tenda, (25) dizendo: "É aquele que caminha sem mancha e realiza a justiça; (26) aquele que fala a verdade no seu coração, que não traz o dolo em sua língua, (27) que não faz o mal ao próximo e não dá acolhida à injúria contra o seu próximo". (28) ÉÉ aquele que quando o maligno diabo tenta persuadi-lo de alguma coisa, repelindo-o das vistas do seu coração, a ele e suas sugestões, redu-lo a nada, agarra os seus pensamentos ainda ao nascer e quebra-os de encontro ao Cristo. (29) São aqueles que, temendo o Senhor, não se tornam orgulhosos por causa de sua boa observância, mas, julgando que mesmo as coisas boas que têm em si não as puderam por si, mas foram feitas pelo Senhor, (30) glorificam Aquele que neles opera, dizendo com o profeta: "Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao vosso nome dai Glória". (31) Como, aliás, o Apóstolo Paulo não atribuía a si próprio coisa alguma de sua pregação, quando dizia: "Pela graça de Deus sou o que sou" (32) e ainda: "Quem se glorifica, que se glorifique no Senhor". (33) Eis porque no Evangelho diz o Senhor: "Àquele que ouve estas minhas palavras e as põe em prática, compará-lo-ei ao homem sábio que edificou sua casa sobre a pedra, (34) cresceram os rios, sopraram os ventos e investiram contra a casa; e ela não ruiu porque estava fundada sobre pedra". (35) Em conclusão espera o Senhor todos os dias que nos empenhemos em responder com atos às suas santas exortações. (36) Por essa razão, os dias desta vida nos são prolongados como tréguas para a emenda dos nossos vícios, (37) conforme diz o Apóstolo: "Então ignoras que a paciência de Deus te conduz à penitência?". (38) Pois diz o bom Senhor: "Não quero a morte do pecador, mas sim que se converta e viva". (39) Como, pois, irmãos, interrogássemos o Senhor a respeito de quem mora em sua tenda, ouvimos em resposta, qual a condição para lá habitar: a nós compete cumprir com a obrigação do morador! (40) Portanto, é preciso preparar nossos corações e nossos corpos para militar na santa obediência dos preceitos; (41) e em tudo aquilo que nossa natureza tiver menores possibilidades, roguemos ao Senhor que ordene a sua graça que nos preste auxílio. (42) E, se, fugindo das penas do inferno, queremos chegar à vida eterna, (43) enquanto é tempo, e ainda estamos neste corpo e é possível realizar todas essas coisas no decorrer desta vida de luz, (44) cumpre correr e agir, agora, de forma que nos aproveite para sempre. (45) Devemos, pois, constituir uma escola de serviço do Senhor. (46) Nesta instituição esperamos nada estabelecer de áspero ou de pesado. (47) Mas se aparecer alguma coisa um pouco mais rigorosa, ditada por motivo de eqüidade, para emenda dos vícios ou conservação da caridade (48) não fujas logo, tomado de pavor, do caminho da salvação, que nunca se abre senão por estreito início. (49) Mas, com o progresso da vida monástica e da fé, dilata-se o coração e com inenarrável doçura de amor é percorrido o caminho dos mandamentos de Deus. (50) De modo que não nos separando jamais do seu magistério e perseverando no mosteiro, sob a sua doutrina, até a morte, participemos, pela paciência, dos sofrimentos do Cristo a fim de também merecermos ser co-herdeiros de seu reino. Amém. [Termina o Prólogo]

HORÁRIO DA SANTA MISSA SEGUNDA - FEIRA 18h TERÇA - FEIRA 18h QUARTA - FEIRA 18h QUINTA - FEIRA 18h SEXTA - FEIRA 18h SÁBADO 18h DOMINGOS 10h e 18h

ORAÇÃO DE SÃO BENTO PARA OBTER A GRAÇA DE DEUS


Ó glorioso Patriarca São Bento, que vos mostrastes sempre compassivo com os necessitados, fazei que também nós, recorrendo à vossa poderosa intercessão, obtenhamos auxílio em todas as nossas aflições, que nas famílias reine a paz e a tranquilidade; que se afastem de nós todas as desgraças tanto corporais como espirituais, especialmente o mal do pecado. Alcançai do Senhor a graça.....................que vos suplicamos, finalmente, vos pedimos que ao térnimo de nossa vida terrestre possamos ir louvar a Deus convosco no Paraíso. Amém.