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quinta-feira, 29 de agosto de 2013

MEDALHA EXORCIZADA


SORTEIO ENCERRADO





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terça-feira, 27 de agosto de 2013

Santo Agostinho




Santo Agostinho, filho de Santa Mônica, nasceu em Tagaste no ano 354 e em Hipona entrou para a glória de Deus no dia 28 de Agosto de 430. No entanto, essa é data não é precisa, mas a Igreja o reconhece como sendo o dia do santo.
Agostinho é uma das figuras mais importantes no desenvolvimento do cristianismo no Ocidente. Em seus primeiros anos, Agostinho foi fortemente influenciado pelo maniqueísmo e pelo neoplatonismo de Plotino,3 mas depois de tornar-se cristão (387), ele desenvolveu a sua própria abordagem sobre filosofia e teologia e uma variedade de métodos e perspectivas diferentes.4 Ele aprofundou o conceito de pecado original dos padres anteriores e, quando o Império Romano do Ocidentecomeçou a desintegrar-se, desenvolveu o conceito de Igreja como a cidade espiritual de Deus (num livro de mesmo nome), distinta da cidade material do homem.5 Seu pensamento influenciou profundamente a visão do homem medieval. A Igreja se identificou com o conceito de "Cidade de Deus" de Agostinho, e também a comunidade que era devota de Deus.6
Na Igreja Católica, e na Igreja Anglicana, é considerado santo, e importante Doutor da Igreja, e o patrono da ordem religiosa agostiniana. Muitos protestantes, especialmente os calvinistas mas também os luteranos (basta recordar que Martinho Luteroera inicialmente um sacerdote católico agostiniano), consideram-no como um dos pais teólogos da Reforma Protestanteensinando a salvação e a graça divina.
Na Igreja Ortodoxa Oriental ele é louvado, e seu dia festivo é celebrado em 15 de junho, apesar de uma minoria ser da opinião que ele é um herege, principalmente por causa de suas mensagens sobre o que se tornou conhecido como acláusula filioque.7 Entre os ortodoxos é chamado de "Agostinho Abençoado", ou "Santo Agostinho, o Abençoado".8

domingo, 18 de agosto de 2013

Reflexão do dia.





Solenidade da Assunção de Nossa Senhora.


Hoje celebramos a solenidade da Assunção de Nossa Senhora, no entanto, é necessário deixar claro que a Assunção não é uma Ascensão. O título de Assunção para a Nossa Mãe, nos acorda para o fato de que Nossa Senhora foi levada aos céus e não subiu por si mesma, quem subiu foi Nosso Senhor Jesus Cristo. Dessa forma, declarou-se oficialmente dogma da Igreja a Assunção de Nossa Senhora em 1950 através do Papa Pio XII.

Esta solenidade nos quer fazer refletir sobre a nossa caminhada de fé na vida cristã. Será que estamos deixando Deus nos conduzir? Sentimos a presença de Jesus em nós, onde e como? Somos humildes o suficiente para deixarmos nossas vontades de lado? Estas e outras são perguntas que se escondem dentro do Evangelho de hoje.


Outro ponto interessante que podemos lembrar nesta passagem é a atitude de Maria, ela apressadamente corre em socorro à prima Isabel. Esta atitude é o reflexo de sua grandiosidade em ser plena de Graças, sua humildade se complementa em sua caridade.

Maria, protótipo da Igreja coroada pelas bênçãos de Deus Pai que se rebela contra os soberbos e exalta aquele ou aquela que faz pequenino no seu reino.



Nossa Senhora da Assunção, rogai por nós!

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Nossa Senhora da Assunção


Em nossa caminhada de fé, hoje é o dia de unirmos os nossos passos com os passos da Bem Aventurada Virgem Maria, a qual nos motiva a caminhar e pisar firme neste solo para chegar a onde seu Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo quer que cheguemos.

Nossa Senhora da Assunção, rogai por nós!

Foto: Em nossa caminhada de fé, hoje é o dia de unirmos os nossos passos com os passos da Bem Aventurada Virgem Maria, a qual nos motiva a caminhar e pisar firme neste solo para chegar a onde seu Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo quer que cheguemos.

Nossa Senhora da Assunção, rogai por nós!

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

FRANCISCO, BUFFON E MESSI

Papa: "Quero jogar uma partida honesta e corajosa"



Cidade do Vaticano (RV) – Papa Francisco recebeu em audiência, ao meio-dia desta terça-feira, na Sala Clementina, no Vaticano, as Seleções de Futebol da Itália e Argentina, compostas de 200 pessoas, entre jogadores e dirigentes e funcionários, que amanhã, 14, vão disputar um amistoso, no Estádio Olímpico de Roma, em honra do Papa Bergoglio.

No início da audiência, o Presidente da Federação Italiana de Futebol, Giancarlo Abete, e um representante da delegação da Associação de Futebol da Argentina, fizeram uma saudação ao Papa Francisco, em nome de todos.

A seguir, o Santo Padre dirigiu sua palavra aos presentes, em italiano e espanhol, agradecendo-lhes pela agradável visita. E, referindo-se ao jogo amistoso de amanhã, entre as seleções italiana e argentina, disse:

“Realmente será um pouco difícil, para mim, torcer. Por sorte, este será um amistoso... mas que seja realmente assim, hem!... olhem lá! Vocês são muito conhecidos; as pessoas os acompanham sempre, tanto dentro como fora do campo. Esta é uma grande responsabilidade social”.
E o Papa explicou: “Quando vocês estão em campo, entram em jogo a beleza, a gratuidade e a camaradagem. Se faltar um destes componentes, o jogo perde a seu sentido, mesmo se o time ganha. Não há lugar para o individualismo, mas coordenação do time”. Talvez, estas três coisas “beleza, gratuidade e camaradagem”, acrescentou o Pontífice, podem ser resumidas em um termo esportivo, que nunca deve ser esquecido: “amadorismo ou diletantismo”:

“È verdade que a organização nacional e internacional dá um caráter profissional ao esporte... e deve ser assim. Mas esta dimensão profissional nunca deve deixar de lado a vocação inicial de um esportista ou de um time: ser amador, diletante. Embora um esportista seja profissional, deve cultivar a sua dimensão de diletante, porque faz bem à sociedade, constrói o bem comum, a partir dos valores da gratuidade, da camaradagem, da beleza”.
Tudo isso, disse o Pontífice, nos leva a pensar que, antes de ser campeões, vocês são homens, pessoas humanas, com suas virtudes e defeitos, corações e ideias, aspirações e problemas. E, embora vocês sejam personagens famosos, não deixam de ser homens, no esporte e na vida: homens portadores de humanidade! A seguir, falando aos dirigentes das seleções da Argentina e da Itália, o Papa encorajou seu trabalho, dizendo:

“O esporte è importante, quando è verdadeiro esporte! O futebol, como outras disciplinas, tornou-se um grande “business”! Façam o possível para que não perca seu caráter esportivo. Procurem promover a atitude de diletante que, por outro lado, elimina definitivamente o perigo da discriminação. Quando os times tomam este rumo, o estádio se enriquece humanamente, se evita a violência e se volta a ver a presença de famílias nas arquibancadas”.
Aqui, Papa Bergoglio recordou que, quando era criança, ia com a sua família ao Gasômetro para torcer para o seu time; depois, voltavam felizes para casa. Assim, aproveitou para fazer um apelo aos jogadores e dirigentes argentinos:

“Peço-lhes para viver o esporte como um dom de Deus, como uma oportunidade para fazer frutificar seus talentos, que também são uma responsabilidade. Queridos jogadores, recordo-lhes que, com seu modo de agir, tanto em campo como fora de campo e na vida, vocês são um ponto de referência para tantos jovens. O bem que vocês fazem com o jogo é impressionante! Os outros seguem seu exemplo. Semeiem o bem. Procurem dar exemplo de lealdade, respeito e altruísmo. Vocês são artífices do conhecimento e da paz social. Levem adiante esta vocação tão nobre do esporte”.
O Santo Padre concluiu seu pronunciamento, pedindo aos jogadores e dirigentes esportivos para que rezem por ele, a fim de que também ele, no campo específico, no qual Deus o colocou, possa jogar uma partida honesta e corajosa, para o bem de todos.

A seguir, o Pontífice abençoou uma planta de oliveira, símbolo da paz entre os povos. No Ano Santo de 2000, quando ainda era arcebispo de Buenos Aires, Jorge Bergoglio havia plantado uma oliveira na Plaza de Mayo, na presença de representantes de todas as religiões e confissões cristãs e de cerca de sete mil alunos de diversas escolas.

Agora, esta planta de oliveira, que o Papa abençoou hoje, representa o desejo dos jogadores da Argentina e da Itália, de serem mensageiros de paz para todo o mundo, seguindo o profundo exemplo do então Cardeal Bergoglio, hoje Papa Francisco.

Amanhã, quarta-feira, esta oliveira será plantada, simbolicamente, ao lado do Estádio Olímpico de Roma, onde se realizará o amistoso entre a Itália e a Argentina, em honra do Santo Padre. E, depois do verão europeu, outra oliveira será plantada nos Jardins do Vaticano.

No final da audiência, houve uma troca de presentes entre o Papa e as delegações de futebol da Itália e Argentina... o Papa Francisco aproveitou a oportunidade para elogiar a maneira de se comportar dos jogadores e dos demais, ao se colocarem em fila para cumprimentá-lo... e brincando, comentou:

“Mas isso è importante, porque aqui no Vaticano me repreendem dizendo que eu sou indisciplinado... Agora eles viram a minha raça... que legal!!!

(sedoc) 



Texto proveniente da página http://pt.radiovaticana.va/news/2013/08/13/papa:_quero_jogar_uma_partida_honesta_e_corajosa/bra-719295
do site da Rádio Vaticano
 

domingo, 11 de agosto de 2013

O Mistério do Canto Gregoriano


O mistério do Canto Gregoriano

HISTÓRIA DO CANTO GREGORIANO

O canto gregoriano é a mais antiga manifestação musical do Ocidente e tem suas raízes nos cantos das antigas sinagogas, desde os tempos de Jesus Cristo. Os primeiros cristãos e discípulos de Cristo foram judeus convertidos que, perseverantes na oração, continuaram a cantar os salmos e cânticos do Antigo Testamento como estavam acostumados, embora com outro sentido, à medida que os não judeus gregos e romanos foram também se tornando cristãos, elementos da música e da cultura greco-franco-romana foram sendo acrescentados às canções judaicas.

O período de formação do canto gregoriano vai dos séculos I ao VI, atingindo o seu auge nos séculos VII e VIII, quando foram feitas as mais lindas composições e, finalmente, nos séculos IX, X e XI, princípio da Idade Média; começa, então, sua decadência. Seu nome é uma homenagem ao papa Gregório Magno (540-604) - veja o vídeo - que fez uma coletânea de peças, publicando-as em dois livros: o Antifonário, conjunto de melodias referentes às Horas Canônicas, e o Gradual Romano, contendo os cantos da Santa Missa. Ele também iniciou a "Schola Cantorum" que deu grande desenvolvimento ao canto gregoriano.

A partir da iniciativa de dom Mocquereau, no final do século XIX, o Mosteiro de São Pedro de Solesmes, na França, passou a ser o grande centro de estudos e prática do canto gregoriano. Seus monges, na época, deram início a um trabalho de paleografia (estudo dos manuscritos antigos) de canto gregoriano e de recuperação dos sinais escritos nos séculos VIII e IX.

Depois, surge a semiologia gregoriana, que é a interpretação dos sinais, com uma volta à fonte, estabelecendo uma interpretação mais autêntica do canto gregoriano; entre outros sobressai nesse trabalho dom Eugène Cardine, OSB.
No começo do século XX, o papa Pio X pede aos monges beneditinos para fazerem uma edição moderna à luz dos manuscritos, surgindo então a Edição Vaticana e em 1985 foi lançada uma outra edição chamada "Graduale Triplex" (Gradual Tríplice) com as três notações do canto gregoriano: a Vaticana, a de Laon (França) e a de Saint Gaal (Suíça).

Após a realização do Concílio Vaticano II (1965), o latim deixou de ser a língua oficial na liturgia da Igreja, e as celebrações litúrgicas passaram a ser realizadas na língua vernácula de cada país e a prática do canto gregoriano ficou restrita aos mosteiros e a grupos de admiradores e aficionados da beleza desta "palavra-cantada".

As principais características do canto gregoriano, também conhecido como canto chão, são: as melodias são cantadas em uníssono (monódico), sem predominância de vozes, ou seja, rigorosamente homofônico; de ritmo livre, sem compasso, baseado apenas na acentuação e no fraseado; cantado "a capella", isto é, sem acompanhamento de instrumentos musicais e suas letras são em latim, tiradas, em sua grande maioria, dos textos bíblicos, sobretudo os salmos.

Em 1994 houve um "renascimento" do canto gregoriano quando foi lançado pela EMI, em CD, um disco que havia sido gravado há mais de 20 anos pelos monges do Mosteiro de Santo Domingo de Silos, norte da Espanha – o disco alcançou o primeiro lugar em vendas em vários países, atingindo a marca de 5 milhões de cópias vendidas.

Conheça nestes vídeos um pouco da história do Mosteiro de Solesmes:

Veja abaixo estes vídeos, em francês. Para ver em tela inteira (full screen), clique no quadradinho no canto inferior, à direita; para voltar ao tamanho normal, clique em Esc:
1) As origens do canto gregoriano
2) História do Canto Gregoriano: decadência e restauração.
3) A restauração do Canto Gregoriano em Solesmes.
4) Canto Gregoriano em Solesmes: universalidade, importância e terapia.

O conjunto alemão Enigma que gravou o disco MCMXC A.D. com músicas de rock (Sadness e outras) em estilo gregoriano e fez bastante sucesso em todo o mundo, além de outros grupos que lançaram os CDs: The Ultimate Compilation – Real Sadness & Other Gregorian Mysteries; Gregorian Dance e o Chantmania, gravado pelo The Benzedrine Monks of Santo Domonica.

Recentemente surgiram outros dois ótimos grupos que também lançaram músicas de rock em estilo gregoriano: The sound of silence, Tears in heaven, In the air tonight, Eden (Sarah Brightman), When a man loves a woman e outras. Vale a pena conhecê-los e visitar a página deles: Masters of Chant e Lesiëm
Você pode ouvir o canto gregoriano, inclusive o CD Rorate do Coral Gregoriano de Belo Horizonte, e músicas sacras na Radio Set.

ANIVERSÁRIO DE DOM BEDA



ANIVERSÁRIO DE DOM BEDA - 75 ANOS



ANIVERSÁRIO DE DOM BEDA - 75 ANOS.

ANIVERSÁRIO DE DOM BEDA, OSB - 75 ANOS!






Visita do Papa na área industrial do Vaticano

Visita a sorpresa di Papa Francesco nell'area industriale vaticana. La testimonianza di un operaio della Centrale elettrica



Papa Francesco ha visitato a sorpresa la zona industriale della Città del Vaticano. Il Papa ha salutato, in particolare, gli operai della falegnameria e della Centrale elettrica vaticana, i fabbri e il Laboratorio idraulico. Tanta la gioia anche tra quanti camminando nella zona hanno potuto vedere il Papa da vicino e salutarlo. Alessandro Gisotti ha raccolto la testimonianza di Alessandro De Gregori, addetto al quadro manovra della Centrale elettrica:RealAudioMP3 

R. – Stavamo parlando tra colleghi, qui al reparto dove lavoriamo 24 ore su 24 - per cui copriamo praticamente tutta la giornata – e abbiamo semplicemente visto arrivare questa macchina, una C1. L’abbiamo guardata e abbiamo detto: “Ma come è possibile? Mi sembra il Papa ...”. Effettivamente, era il Santo Padre insieme a Mariotti. Ci ha fatto una visita ben voluta, ben accetta al Centro.... In circa 10 anni di lavoro non mi era mai capitato. È stata un’emozione rincontrarlo, perché come quasi tutti noi dipendenti avevamo già incontrato il Papa in una delle Messe della mattina. È stata veramente una lieta sorpresa.

D. – Il Papa era felice di visitarvi? La gioia di venire lui da voi…

R. – Sì, infatti è una cosa che mi ha fatto molto piacere: lui è venuto da noi e non il contrario.

D. – Qualcuno ha potuto scambiare qualche parola, o semplicemente stringergli la mano?

R. – Sì. Il Papa si è trattenuto con noi circa cinque minuti; giustamente i reparti erano tanti da visitare. Ci ha chiesto le nostre mansioni e di cosa ci occupiamo.



Testo proveniente dalla pagina http://it.radiovaticana.va/news/2013/08/09/visita_a_sorpresa_di_papa_francesco_nellarea_industriale_vaticana./it1-718368
del sito Radio Vaticana 

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Mês Vocacional - Um chamado de Deus

Cardeal Odilo Pedro Scherer
Arcebispo de São Paulo (SP)
Nem bem absorvemos as ricas e variadas mensagens da Jornada Mundial da Juventude e já nos encontramos a celebrar, como todos os anos, o mês das vocações no Brasil. De fato a própria JMJ já teve também um forte apelo vocacional. Muitos jovens participantes, certamente, sentiram, de maneira forte, a voz interior para viver bem a vida, não importando em qual estado de vida.
A primeira vocação é o chamado de Deus à vida e a vivê-la na correspondência com o desígnio de Deus. A isso, o papa Francisco exortou os jovens de muitas maneiras, quando os encorajou a não perderem a esperança, a não se conformarem com o consumismo e o hedonismo, a terem a coragem de ir contra a corrente, a serem solidários... Viver, humanamente, de forma plena e frutuosa, também é parte da vocação à fé e à vida cristã. O Papa Francisco exortou os jovens a serem protagonistas de um mundo novo.
Agosto, mês das vocações, no Ano da Fé: que há de novo nisso? As vocações, na Igreja de Cristo, não são compreensíveis a não ser à luz da fé. O que dá sentido à vida do padre e à sua dedicação “às coisas de Deus”? Por qual motivo alguém parte para as missões no meio de povos que não conhece e a eles dedica sua existência inteira? O que explica que alguém consagre sua vida inteiramente a Deus, já neste mundo, vivendo desapegado de coisas boas que a vida oferece? Como explicar que jovens continuem a casar e casais vivam, mesmo com dificuldades, um casamento fiel, santo e sintonizado com a vontade de Deus?
A resposta é só uma: a fé, como resposta a Deus, fruto de uma profunda experiência de Deus. A fé verdadeira faz perceber a vida a partir de um horizonte novo, que não despreza o horizonte das realidades humanas e das deste mundo; a fé é uma luz sobrenatural, que se irradia sobre toda a realidade e a faz conhecer a partir do olhar de Deus. Não é por acaso que o título da encíclica do papa Francisco sobre a fé é: “Lumen Fidei” – A Luz da Fé. A fé, dom de Deus, dom sobrenatural, dá uma capacidade que vai além da nossa natureza. Na Carta aos Hebreus lemos que “a fé é um modo de já possuir o que ainda se espera; é a convicção a respeito de realidades que não se vêem” (Hb 11,1).
Sem fé, não há vocação sacerdotal ou religiosa, nem vocação ao matrimônio ou verdadeira vocação laical. “Sem a fé, é impossível agradar a Deus, pois é preciso crer que Ele existe e recompensa os que dele se aproximam”, diz ainda a Carta aos Hebreus (11,6). A vocação, no sentido cristão e eclesial, nasce e se desenvolve no diálogo da fé, na consciência das pessoas, no ambiente de oração, de escuta da Palavra de Deus e de prática da vida cristã. Sobre isso, falou de maneira magistral o Beato João Paulo II na Exortação Apostólica pós-sinodal “Pastores dabo vobis” – Dar-vos-ei Pastores...
Muitas vezes pergunta-se por que as vocações diminuem? Por que não despertam novas vocações sacerdotais e religiosas? As respostas podem ser várias, mas a principal é esta: por causa da generalizada crise religiosa e da crise de fé. A abundância de religiosidades ainda não significa abundância de fé cristã. Sem um clima de fé nos vários ambientes que formam e marcam as pessoas, dificilmente surgem vocações; a fé, experimentada e vivida pessoal e eclesialmente, torna possível o surgimento das vocações.
A vida na fé, consciente, serena e alegre, faz perceber e valorizar o chamado de Deus; ao mesmo tempo, torna possível cultivar e manter uma ordem de valores e escolhas na vida, para perseverar na resposta ao chamado de Deus. A conclusão necessária, pois, parece-me ser esta: ajudar os jovens a terem uma boa iniciação à vida cristã, como “vida na fé”, nos vários ambientes em que ele vive. Mas, sobretudo, nos espaços da família e da comunidade eclesial. Isso ainda é possível? A JMJ foi uma amostra dessa possibilidade.

JANELA DO VATICANO


Papa Francisco publica Motu Proprio sobre lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo. Criado Comité de Segurança Financeira



Foi publicado um Motu Próprio do Papa Francisco para a prevenção e combate à lavagem de dinheiro, financiamento do terrorismo e proliferação de armas de destruição massa. Em síntese o Santo Padre visa com este documento:
- estender a aplicação das normas do Vaticano sobre esta matéria a todos os Dicastérios e organismos da Curia Romana, mesmo às organizações sem fins lucrativos mas que tenham personalidade jurídica canónica e sede no Estado do Vaticano;
- reforçar a função de vigilância e de regulamentação da Autoridade de Informação Financeira;
- institui a função de vigilância prudencial das entidades que desenvolvam profissionalmente uma actividade de natureza financeira, respondendo, assim, às recomendações da Comissão MONEYVAL;
- é instituído o Comité de Segurança Financeira, cujo estatuto está anexo ao Motu Proprio com o fim de coordenar as autoridades competentes da Santa Sé e do Estado do Vaticano no que diz respeito à prevenção e combate à lavagem de dinheiro, financiamento do terrorismo e proliferação de armas de destruição massa.

Fonte: http://pt.radiovaticana.va/news/2013/08/08/papa_francisco_publica_motu_proprio_sobre_lavagem_de_dinheiro_e/por-718120

A ESCOLHA DA VOCAÇÃO

Papa Francisco fala sobre a escolha da vocação.
PapaFrancisco29052013O jornal ‘L'Osservatore Romano’, na edição da última quarta-feira, 07 de agosto, trouxe detalhes do encontro do Papa Francisco com os cerca de 60 jovens pertencentes ao grupo vocacional da Diocese de Bréscia, Itália. Este grupo realizou peregrinação ao Vaticano à pé, desde Poggio Bustone, por ocasião do 35º aniversário da morte do Papa Paulo VI.
O grupo de jovens da Diocese de Bréscia era bastante heterogêneo, sendo formado por casais de namorados, jovens esposos, aspirantes a seminaristas, catequistas e jovens que fazem um percurso espiritual buscando um discernimento vocacional. Após participar da Missa em memória de Paulo VI, na Basílica de São Pedro, os jovens expressaram o desejo de encontrar o Papa Francisco, o qual – segundo o L’Osservatore -, informado do pedido, os acolheu com prazer.
Pouco depois das 18 horas, Francisco saiu para encontrá-los diante da Casa Santa Marta e dirigindo-se a eles disse: “Vos agradeço tanto por esta visita. Isto é muito bonito. Agrada-me muito”.
Os jovens – refere o L’Osservatore – estavam tão certos que o Papa Francisco não os iria desiludir, que haviam já preparado um breve discurso de saudação. Eles agradeceram a Francisco pela confiança que deposita nos jovens e as orientações que lhes deu nos dias da JMJ Rio 2013. Entre outras coisas, a jovem intérprete, em nome de todos, citou de memória algumas passagens marcantes dos discursos de Francisco no Rio. Ao acabar, o Papa demonstrou agradável surpresa e disse: “Ehi! Mas que bela memória, te recordas de tudo?”
Aos jovens presentes que pensam em entrar no seminário, o Papa recomendou para iniciarem este novo caminho ‘com seriedade’. “Vocês verão que é uma alegria, uma alegria mas não uma brincadeira. É uma coisa séria. É como casar-se. Então, é uma escolha séria na vida. Porém, quando se leva uma coisa à sério, então ela torna-se bela. Mesmo se difícil”, observou o Santo Padre.

TESTEMUNHO DE VOCAÇÃO


TESTEMUNHO DE VOCAÇÃO


Quem é Dom Gabriel?
Benedicite! Me chamo Dom Gabriel Alves do Amaral. Sou natural da cidade de Morada Nova, mas residi até os 17 anos no Distrito de São João do Aruaru onde lá tive uma boa infância e uma boa juventude. Sempre tive um apreço por Futebol, limpava os quintais e terrenos alheios para transformar em campo de futebol. Então, desde muito cedo fui educado na doutrina católica pelos meus pais. Jogava a tarde toda, mas às 18h teria que estar pra rezar o terço com a família. No ano 2000 quando até então a capela passava a ser paróquia tivemos o privilégio de ter o primeiro Pároco, Pe. Luiz Abner. Ele no primeiro momento, comunicou na cidade que queria inscrever os jovens da cidade para ser coroinha e consequentemente formar um time de futebol. Quando fiquei sabendo disso, me encheu os olhos e não pensei duas vezes. Mas quando fomos pra prática, percebia que estava mais no altar do que no campo. O primeiro grupo de coroinhas foi formado, no total éramos 213 coroinhas, sendo meninos e meninas. Numa reunião com o coordenador Geral dos coroinhas, o Pe. Abner me chama para coordenar também os meninos, pois a necessidade era grande assim como era a quantidade. Na inauguração das vestes fizemos uma bela procissão no Domingo de Ramos. As ruas foram tomadas pelas vestes vermelhas e brancas, o martírio e a pureza, de meninos e meninas que em sua maioria hoje estão casados. Foi uma fase fantástica porque tive a oportunidade de conhecer muito de perto a Liturgia, embora ainda fosse fundamental aprofundar. Logo depois manifestei a minha vontade de entrar no seminário arquidiocesano para iniciar o curso de Filosofia. O Padre então me inscreveu para participar das reuniões no propedêutico, mas não apareci em nenhuma. Notei que ele ficou meio decepcionado e isso foi o estopim para que eu procurasse outros rumos. Bom, no grupo de coroinhas fiquei 3 anos e daí sentir o chamado de Deus para o sacerdócio. No primeiro momento iria ser diocesano mas como minha irmã morava perto de um mosteiro em Fortaleza, resolvi então conhecer primeiro o mosteiro.



2. porque na ordem de São bento?
Minha irmã por morar perto do Mosteiro de São Bento de Fortaleza, na Paupina me convidou a conhecer, pois alí ela tinha contato com alguns monges. Antes disso, tinha uma barreira que me impedia de ser monge ou padre. Eu tinha um problema nas cordas vocais, ou seja, apenas uma corda vocal funcionava e a outra não. Então me fiz conhecer ao abade com esse problema e lhe comuniquei o que Dom José, o arcebispo, tinha me pedido, que cuidasse antes da voz para ingressar, seja no mosteiro ou no seminário. A partir daí minha irmã e eu andávamos na cidade toda atrás de uma clínica de fonoaudióloga, mas não conseguíamos. Foi aí que o Abade por ter amizades no mosteiro me apresentou uma senhora que me ofereceu de graça todo o tratamento numa clínica na Assembleia Legislativa do Ceará. Lá conheci a fonoaudióloga que infelizmente hoje não tenho mais contato. Uma mulher muito dedicada e atenciosa, me atendeu muito bem e as primeiras palavras dele foi: se você quer ser tratado vai levar dois anos, e eu como estava querendo entrar no mosteiro foi meio decepcionante porque queria vestir aquelas roupas pretas e cantar aqueles belíssimos cantos. Não foi fácil, me dedicava por inteiro a todo tratamento, fazia diariamente todos os exercícios que eram passados a ponto da minha garganta sangrar. No sétimo mês de tratamento, algo de extraordinário aconteceu, dormir com a voz de um jeito e acordei com a voz de outro jeito. Todo mundo ficou espantado diante daquilo. Minha mãe nem reconheceu quem era que falava do outro lado da linha telefônica. E assim, se deu o tratamento, recebi alta no oitavo mês, não foi preciso passar dois anos, a fonoaudióloga achou incrível aquilo pois nunca tinha acontecido com seus pacientes. Tinha 17 anos de idade quando entrei no Mosteiro para fazer a experiência definitiva, daí fiquei por oito meses até entrar no postulantado. Era o dia 1 de Novembro de 2003, dia de todos os Santos quando recebi o postulantado. No dia 11 de julho de 2004 fiz o noviciado, onde o primeiro ano canônico foi feito na Arquiabadia de São Salvador da Bahia. Fiquei encantado com aquela estrutura enorme que comportava todo um quarteirão da cidade. Tive bons formadores os quais hoje ainda permanecem por lá. O Arquiabade então, uma figura paterna, que assim como foi São Bento, ama e cuida com zelo dos seus monges. Voltando para casa iniciei os estudos no curso de Filosofia no qual tive e fiz verdadeiros amigos e irmãos como Reginaldo, fundador desta comunidade. Em 11 de julho de 2006 fiz minha profissão temporária e 2009 a profissão perpétua. Terminando o curso de Filosofia retornei para Salvador onde fiz meu curso de Teologia. Agora retorno novamente para Fortaleza com o objetivo de se tornar sacerdote. O monge no mosteiro, ele opta por querer ser sacerdote ou não. A comunidade é quem julga se o monge estar preparado para receber as ordens depois ter feito os cursos de Filosofia e Teologia. Eu sou feliz sendo monge, estou há 10 anos e não me arrependo um só instante, se eu nascesse sete vezes, nasceriam sete vezes monge. O segredo para permanecer é focar na opção pela qual você escolheu. Eu escolhi seguir os passos de Cristo, não posso perder o foco, embora as vezes a visão se desvie, mas ela volta a tomar o rumo o certo. Dificuldades sempre temos e viver sem elas acho que a vida dentro do mosteiro seria um saco. Não procuro fazer desta vida uma rotina, assim ela cairia na mesmice, todos os dias é um dia novo para mim, é o primeiro dia que entrei no mosteiro. Dessa forma, vou adquirindo experiência e me aprofundando nos mistérios da fé. Se diz que o mistério nunca se revela por inteiro, mas quanto mais se estuda o mistério, mais envolvente ele fica. Digo, estou envolvido por esse mistério e quero estar sempre mergulhado nas profundezas deste Oceano indecifrável que é Deus.

3. Um trecho bíblico que ajude em sua caminhada.
Um trecho bíblico que me orienta na minha caminhada é na verdade uma pergunta vindo do próprio Cristo em Mt 26, 50 feita a Judas: “Amice ad quod venisti?” ou seja, “Amigo, a que vieste?”. Então, todos os dias na minha vida de oração, trabalho e estudo tento responder essa pergunta pra Jesus. Acredito que Ele me escuta, mesmo quando as respostas estão conturbadas, Ele me ouve. No entanto, esta escuta deve ser recíproca, tanto a do Mestre como a do discípulo, pois, a necessidade da escuta na vocação é fundamental porque sem ela a vida torna-se sem sentido e solidez. Nosso Pai São Bento em sua regra, escreve no prólogo o quanto o monge deve inclinar o ouvido do seu coração para ouvir a voz do Mestre. Dessa forma, a nossa caminhada deve ser vivida em torno desta escuta profunda, que devemos levar ao coração e não somente ouvir e esquecê-la. 

4. Nesse mês vocacional deixe uma mensagem para os leitores que buscam discernir sua vocação.
Digo a todos, que não desperdicem a Graça de Deus em suas vidas, alimentem a fé e a esperança, acolham a voz de Deus que te chama para sair de si para acolher com vontade e autenticidade, esse amor que Deus quer que transmitimos para todos os povos. O Papa em sua vinda ao Brasil veio a nos instigar para sairmos de si, de nossos “mundinhos” e elevar nossos olhares a horizontes perdidos. A primeira vocação assim se deu com o Pai Abraão, ele saiu de si, ele saiu da sua terra e foi fazer a vontade de Deus. Nosso Pai São Bento também saiu de si, ele saiu da sua vida de conforto e foi viver sozinho numa gruta e depois com a comunidade reavivando o verdadeiro valor cristão. São Francisco também saiu de si, radicalmente também saiu de sua vida confortável para viver o evangelho que pregava Nosso Senhor Jesus Cristo. Assim meus irmãos e irmãs é a nossa missão primeira de Cristão, é antes de tudo levar e pregar o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, seja nos mosteiros, seminários, paróquias, comunidades e etc. E por fim não deixem de responder a esse chamado que Jesus faz sempre em suas vidas e responda também sempre esta pergunta que Jesus nos faz, “Amigo, a que vieste?” Mt 26, 50.