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terça-feira, 30 de agosto de 2011

FILOSOFIA - O CONCEITO DE FELICIDADE EM ARISTÓTELES



O conceito de Felicidade ( )3
Entendido do que se trata no conceito de bem e dos bens particulares, vamos agora neste mesmo ritmo analisar o que vem a ser o melhor dos bens4, ou seja, o conceito de  ou Bem Supremo.
Numa hierarquia de bens existe aquele que é superior a certos bens, este por sua vez é o melhor dos bens e pode ser classificado como o Bem Supremo ou a Felicidade . Ora, aeudaimonia é nada mais que a posse dos bens, porque todos os bens se resumem nele, ou seja, encontra sua realização ou sua concretização, é como se comparasse o ato e potencia trabalhado por Aristóteles na metafísica. Seria a potencia os bens particulares e o ato o melhor dos bens (Felicidade), ou seja, o concretizado ou a atualizado.
O conceito de Felicidade que muitos preferem denominar como eudaimonia é inadequado e insuficiente para compreender o que Aristóteles quer dizer com fim supremo, Bem Supremo, Perfeição e absoluto. O termo “Felicidade” tem sua ambigüidade em diversos filósofos.5 Aristóteles sabe que há uma concordância universal no sentido de que a Felicidade é a busca última do homem, embora muitas pessoas não tomarem conhecimento em que ela consiste:

A maioria pensa que se trata de algo simples e óbvio, como o prazer, a riqueza ou as honrarias; mas até as pessoas componentes da maioria divergem entre si, e muitas vezes a mesma pessoa identifica o bem com coisas diferentes, dependendo das circunstâncias – com a saúde, quando ela está doente, e com a riqueza quando empobrece; cônscias, porém, de sua ignorância, elas admiram aqueles que propõem alguma coisa grandiosa e acima de sua compreensão (E.N. I, 4, 1095 a).

Quando fala da eudaimonia, Aristóteles analisa e identifica, no meio sócio-cultural, alguns tipos de vida para saber em qual delas é possível encontrar a Felicidade. A primeira é a vida dos prazeres, pois a grande maioria das pessoas gostam mais daquilo que lhes proporcione prazer6 e vulgaridade, a massa que, semelhante aos escravos prefere uma vida voltada integralmente aos prazeres sensitivos próprios dos animais. As pessoas de um certo nível elevado põem a Felicidade nas honrarias que por sua vez são objetos da vida política. Existem por vezes os que se dedicam a ganhar dinheiro e este tipo de viver para Aristóteles é uma vida vivida sob compulsão, no entender de que, quem faz da posse ou acumulo dos bens materiais o fim último jamais será satisfeito ou feliz. No entanto Aristóteles mostra, numa passagem importante de sua ética que é preciso certas condições materiais para o homem poder ser feliz:

Mas evidentemente, como já dissemos, a felicidade também requer bens exteriores, pois é impossível, ou na melhor das hipóteses não é fácil praticar belas ações sem instrumentos próprios. Em muitas ações usamos amigos e riquezas e poder político como instrumento, e há certas coisas cuja falta empana a felicidade – boa estirpe, bons filhos, beleza – pois o homem de má aparência, ou mal nascido, ou só no mundo e sem filhos e amigos forem irremediavelmente maus ou se, tendo tido bons filhos e amigos estes tiverem morrido. Como dissemos, então a felicidade parece requerer o complemento desta ventura, e é por isto que algumas pessoas identificam a felicidade com a boa sorte, embora outras a identifiquem com a excelência (E.N. I, 8, 1099 b)

Por último, Aristóteles encontra a Felicidade na bioz teoricoz (vida contemplativa), pois é ela a vida que corresponde a faculdade racional do homem, ou seja, tanto a atividade virtuosa (a prática) como a atividade pura da mente (a teoria) são sem sombra de dúvidas as partes constitutivas essenciais e indispensáveis da Felicidade.
Examinando cada uma dessas formas de vida, (vida do prazer, vida das virtudes e vida contemplativa), Aristóteles vai definindo o viver ideal do homem feliz, que deve ser um Bem Supremo, auto-suficiente e uma atividade constante. Neste sentido, para Aristóteles a Felicidade é escolhida por si mesma e nunca por algo mais. No entanto Aristóteles assegura que as honrarias, o prazer, a inteligência e todas as formas de excelência, escolhemo-las por causa da Felicidade, pensando que por meio delas seremos felizes. Além disso, Aristóteles deixa bem claro que a Felicidade ou o Bem Supremo é algo que existe em si mesmo, pois ele não depende das coisas e nem de nós.
A Felicidade também neste sentido encontra uma outra característica importante, ela é auto-suficiente como já falamos acima. Porque auto-suficiente? A Felicidade tem essa característica forte de ser auto-suficiente devido não depender de coisa alguma, ela existe em si mesma. Para Aristóteles, a Felicidade não pode ser algo transitório ou algo mutável, mas deve ter constância e firmeza, pois existe para acompanhar todo o percurso da vida humana:

A felicidade, como dissemos, pressupõe não somente a excelência perfeita mas também uma existência completa, pois muitas mudanças e vicissitudes de todos os tipos ocorrem no curso da vida, e as pessoas mais prósperas podem ser vitimas de grandes infortúnios na velhice, como se conta de Príamo na poesia heróica. Ninguém pode considerar feliz uma pessoa que experimentou tais vicissitudes e teve um fim tão lastimável (E.N. 1, 9, 1099 a,).

Depois de mostrar os requisitos necessários para se alcançar a Felicidade e lembrar que nesta são precisos os bens materiais, Aristóteles faz questão de também lembrar que a excelência humana significa não a do corpo, mas da alma. A felicidade deve entendida como atividade contemplativa, e como tal deve ser logicamente a contemplação de algo que possua ao mesmo tempo todos os atributos da eternidade, da perfeição, da auto-suficiência e da plenitude sendo, portanto uma atividade da alma conforme a excelência perfeita ou a reta razão.

1.3 A Felicidade como atividade da alma

Antes de analisarmos a felicidade como atividade da alma vamos abordar primeiramente em que consiste a alma em Aristóteles. Para Aristóteles a alma é o principio vital de todo e qualquer ser vivo, pois sem a alma os seres não teriam vidas. A alma se manifesta nas plantas, nos animais e tem seu grau mais elevado no homem, pois só o homem tem a capacidade de raciocinar. Conhecer o homem diz Aristóteles significa conhecer a sua alma e neste sentido mais abrangente, a sua antropologia e sua psicologia “[...] com efeito o conhecimento pertence ao domínio da alma, o mesmo se verificando com a sensação, a opinião e ainda com o desejo, a deliberação e finalmente com todos os apetites” (Da alma, I 411 a).
Para Aristóteles a alma é tripartida em alma intelectiva, alma sensitiva e alma vegetativa, sendo que ela possui duas naturezas; uma racional e a outra irracional. A parte racional é responsável pela alma intelectiva e a parte irracional responsável pela alma sensitiva e vegetativa. Aristóteles define a alma como principio do movimento7 dos seres, tudo que se move é causado pela potencialidade da alma e esta não pode ser movida e nem pensada. Não obstante, Aristóteles afirma que a alma jamais poderá ser separada do corpo. A alma por si não bastaria e nem mesmo só o corpo, é preciso algo que lhe complete e esse complemento é o corpo. No sentido mais claro, a alma é aquilo que causa o movimento e a vida nos seres animados. Ela, no entanto é “enteléquia8primeira de um corpo natural orgânico”: (Da alma, II, 412b 5).

A alma é, com efeito, o principio do movimento, fim e ainda causa sendo substancia formal dos corpos animados. A circunstancia de ser a alma a substancia formal é suficientemente evidente; a causa do ser, em todas as coisas é a substancia formal. Viver é para aqueles que vivem o seu próprio ser, sendo a alma a sua causa e o seu principio, possuindo, além disso, o ser em potência e a enteléquia como forma. E também evidente o seguinte: a alma constitui a causa enquanto fim. Assim como se verifica com o intelecto ao agir perante em determinado fim, do mesmo modo procede a natureza em relação a determinado fim, sendo por isso mesmo que é possível dizer “fim” (Da alma, II, 415 b).


Para Aristóteles ao contrário de Platão no Fédon, o corpo e a alma formam uma unidade substancial9, sendo o corpo a matéria e alma a forma, em ultima instancia a alma e o corpo simultaneamente é a totalidade do eu. Neste sentido o corpo do homem é sempre um corpo com alma e a alma do homem é sempre uma alma incorporada, e não como dizia Platão: “a alma é cárcere do corpo”.
Portanto, dizer que o corpo é parte integrante do homem é dizer como ele é importante na medida em que ele é o modo pelo qual ela se apresenta, exercendo assim a sua utilidade. Aristóteles através de uma alegoria, tenta nos mostrar a intensidade dessa relação:

Se um olho fosse um animal, a visão seria conseqüentemente a alma, sendo esta a substancia do olho o que corresponde ao seu principio. Com efeito, assim constitui o olho a matéria da vista e, desaparecendo esta já não se poderá ser olho, apenas o sendo por homonímia, tal como o olho esculpido em pedra ou um olho pintado. É necessário, por conseguinte que se entenda ser aquilo que consiste numa parte em relação a totalidade do corpo com vida: assim como existe uma relação entre a parte, também existirá analogicamente uma relação entre a faculdade sensitiva na sua totalidade e todo o corpo dotado desta mesma qualidade. Além disso, não pode o corpo separado da alma viver por si mesmo modo, a semente e o fruto também são potencialmente corpos deste tipo. Então, como o ato de olhar ou de ver, também o estado de vigília o será em enteléquia, enquanto que a alma equivale a vista, é a potência; por outro lado, assim como a pupila e a vista podem formar um olho, nesta caso a alma e o corpo formarão do mesmo modo um corpo animado ( Da alma, II, 412 b)

Como já dissemos a alma em Aristóteles possui três faculdades de duas naturezas irracional (a-logon ) e racional (logon). É sabido que tanto a alma vegetativa como a alma sensitiva tem sua natureza no campo da irracionalidade e a alma intelectiva no nível da racionalidade. Contudo a alma sensitiva mesmo pertencendo a natureza da irracionalidade participa parcialmente da natureza da racionalidade sendo subordinada e comandada por esta (razão).
Agora examinaremos em particular cada uma delas, a começar pela alma vegetativa. Segundo Aristóteles a alma vegetativa é compreendida basicamente como o primeiro principio mais natural da vida dos seres, ou seja, o principio que comanda e regula as funções biológicas do organismo dos seres animados; nascimento, nutrição e o crescimento.

A alma nutritiva pertence tanto ao homem como aos outros seres vivos, sendo a primeira e a mais comum das faculdades da alma; através dela pode a vida ser concedida a todos os seres animados, sendo as suas funções respectivamente a geração e a nutrição. Com efeito, a mais natural de todas as funções de todo aquele ser que é perfeito, não incompleto e de geração não espontânea, consiste na sua capacidade conceber um outro ser vivo semelhante a si mesmo. O animal concebe o animal a planta a planta, participando tanto quanto possível do divino e do eterno10 (Da alma II, 415 a 25; 415b 5).


Ao analisar a compreensão de alma vegetativa como primeiro principio para explicar a geração, a nutrição e o crescimento, Aristóteles tenta de alguma maneira uma alternativa que seja diferente da dos naturalistas que entendiam como causa destes fenômenos, o fogo ou o calor, ou três gêneros de matéria. Para entendermos melhor esta situação tomamos David Ross para explicar como Aristóteles superou os naturalistas:

[...]Mesmo o fogo ou o calor não passam de uma causa auxiliadora da nutrição. Em todas as totalidades naturais existe um limite e uma proporção de crescimento e de tamanho – um limite de tamanho próprio a um animal de qualquer espécie dada, e uma proporção a ser observada entre as partes do seu corpo o que origina mudanças qualitativas na comida, assim como o timoneiro, ao mover a sua mão, produz o movimento do leme, originando a mudança de rumo do navio. A alma e um motor imóvel, a substancia que move sendo movida, a comida é simplesmente movida (isto é, alterada quimicamente), (ROSS, 1987, p.43).

O surgimento da alma em cada um dos seres vivos corresponde à intensidade da sua natureza e do seu movimento. Assim, nos vegetais como por exemplo, nas plantas se encontram somente a alma vegetativa; nos animais, a alma vegetativa e a sensitiva; já nos seres dotados de razão como é o caso do homem se encontra além das almas vegetativas e sensitivas a alma intelectiva. O homem para possuir a alma racional ou intelectiva, deve possuir as outras duas; vegetativa e sensitiva, da mesma forma, o animal para possuir a alma sensitiva deve possuir a vegetativa, enquanto que a vegetativa é independente dessas outras duas:

Esta capacidade de absorver alimento pode existir independentemente de todas as outras capacidades; todavia nos seres mortais, essas outras capacidades não podem existir sem essa capacidade, tal sendo evidente no caso das plantas; não possuindo elas, em relação a alma outra qualquer capacidade (Da alma, 413 b a).

A capacidade de alimentar-se é de fundamental importância para a sobrevivência e perpetuação de todos os seres vivos. Para que seja atribuída vida para determinado ser vivo, deve-o manifestar algumas características importantes como estas: nutrição, movimento, repouso, sensação e mente..
Outra alma que tem sua natureza irracional como já dissemos é a alma sensitiva, dela participam, principalmente os animais que além de possuírem a alma vegetativa como as plantas, possuem também sensações, apetites e movimento.

A sensação consiste em ser-se movido e em sofrer, como, aliás já também afirmamos anteriormente com efeito encara-se a sensação como uma espécie de alteração. Alguns pensadores afirmam que aquilo que é semelhante sofre a ação do seu semelhante: em que sentido poderá ser isto possível ou, então, impossível. Já o precisamos no nosso tratado acerca da ação e da paixão em geral. (Da alma, II 417 a-b 30).


Para Aristóteles a sensação é a realização da potencialidade, é, pode-se dizer, assim como um avanço de algo em direção a si própria e a sua atualidade ou concretização, ou também, para ficar mais claro um aperfeiçoamento. Giovanni Reale atesta isso ao dizer: “Assim, a faculdade sensitiva, de simples capacidade de sentir, torna-se sentir em ato.[...] Assim, ela sofre a ação enquanto não é semelhante; mas depois de sofrê-la, torna-se semelhante, sendo como o sensível” (REALE, 1990, p.200)
Enquanto temos o sensível no pensamento ele é potência, a priori, e quando sentimo-lo, é o ato, é o objetivo final, é a concretização, é a forma perfeita, assim só conseguiremos sentir o ato se tivermos o sentido do tato. Neste sentido a sensação é uma função que caracteriza o modo como os animais e os homens sentem o mundo exterior através dos seus sentidos. Aristóteles com relação aos outros sentidos coloca o tato como sentido principal e responsável pela e para a sobrevivência dos animais11:

Uma coisa resulta assim evidente: o sentido do tato é necessariamente aquele cuja privação implica a morte dos animais. Com efeito, não é possível que um ser possua esse sentido e não possa ser um animal, nem tão pouco será necessário possuir os outros sentidos, para além deste, para se ser um animal. (Da alma, II 435b).

A alma sensitiva possui além da vegetativa duas funções: o apetite e o movimento. O apetite é proveniente da sensação e o movimento, do desejo, contudo, o apetite e o movimento não são dotados de autonomia própria, pois ambas dependem da sensação.
Como já foi dito a alma intelectiva é a alma que diz respeita ao homem e isto o faz diferente de todas as coisas porque possui a característica da racionalidade12. Contudo, o homem para possuí-la tem que possuir também as outras duas, a saber: a vegetativa e a sensitiva.
A preocupação primeira de Aristóteles é exatamente determinar qual é a verdadeira natureza do ato de pensar, que para ele não pode ser ligado à sensibilidade, como queriam os pré-socráticos:

Quanto àquela parte da alma, a qual lhe permite conhecer e pensar, seja ela separável de si mesma ou, ainda, não separável de si mesma sofrendo a sua extensão respectiva, podendo aliás, sê-lo segundo a respectiva noção – é uma situação que é necessário examinar: ver qual será o caráter que a pode distinguir assim como precisar o próprio processo de intelecção. Se é a intelecção análoga à sensação, deverá ela constituir, nessa eventualidade, ou uma espécie de paixão sob efeito da ação daquilo que é inteligível ou então ser qualquer outra coisa semelhante. O principio da intelecção deve, portanto, ser inalterável,tendo por outro lado a capacidade de receber a forma ou algo enquanto forma (por isso, não pode ser idêntica a esta mesma) e, além disso, deverá ele proceder em relação aos objetos inteligíveis do mesmo modo que assim procede a faculdade dos sentidos em relação aos objetos sensíveis. (Da alma, IV. 429 a).

Toda potencia tem em vista o seu fim, o ato, pois o ato é nada mais que a concretização daquilo que buscava a perfeição, desse modo é o corpo querendo se realizar em sua forma ou na sua alma. Ao comentar Aristóteles, Reale reforça nosso entendimento quando diz:

Por si mesma, a inteligência é capacidade e potencia de conhecer as formas puras; por seu turno, as formas estão contidas em potencia nas sensações e nas imagens da fantasia; é necessário, portanto, algo que traduza em ato essa dupla potencialidade, d modo que o pensamento se concretiza captando a forma em ato e que a forma contida na imagem torne-se conceito possuído em ato. (REALE, 1990, p.201).


Para Aristóteles a parte da alma racional ou intelectiva não se reduz com o fim do movimento do corpo, é designada com o nome de “intelecto agente” que não deve ser entendido como Deus, mas que esta tem as características do individuo pela sua perenidade e Constância.
1 Uma pequena biografia cronológica da vida do autor. Em 384 a.C. Nasceu Aristóteles em Estagira, próximo de Pela, a capital da Macedônia. 373 a.C. Morrem seus pais; vai viver para casa de uma irmã em Mísia. O cunhado será o seu tutor. Torna-se amigo de Hermias que virá a ser o tirano de Assos. 367 a.C. Aos 17 anos Aristóteles freqüenta a Academia de Platão, em Atenas. - 356 a.C. Nasce Alexandre, filho de Filipe da Macedônia, 347 a.C. Morre Platão. Aristóteles não aceita Euspeusipo como novo director da Academia e parte para Assos, onde governa Hermias. Depois da morte deste vai para Mitilene, na ilha de Lesbos. - 343 a.C. Aos 41 anos Aristóteles parte para Pela, a fim de se ocupar da instrução de Alexandre. 340 a.C. Aos 44 anos Aristóteles volta para a sua terra natal, Estagira; casa com Pítia. Durante 5 anos gere as suas propriedades. 336 a.C. Filipe da Macedônia é assassinado. Sucede-lhe Alexandre. 335 a.C. Aos 49 anos Aristóteles abre o Liceu, em Atenas. Alexandre financia-lhe a construção e manutenção da escola. 323 a.C.Morre Alexandre. Aristóteles tem 61 anos; perseguido pelos gregos, foge para a ilha Eubeia, onde vive sua mãe. Em 322 a.C. Aristóteles Morre na ilha Eubeia, aos 62 anos, no mesmo ano em que morre Demóstenes.

domingo, 28 de agosto de 2011

LIGADO NA TELINHA



O lixo Big Brother. Bispo da Igreja se manifesta sobre programa.



Por Dom Henrique Soares, Bispo Auxilias da Arquidiocese de Aracajú-SE
A situação é extremamente preocupante: no Brasil, há uma televisão de altíssimo nível técnico e baixíssimo nível de programação. Sem nenhum controle ético por parte da sociedade, os chamados canais abertos (aqueles que se podem assistir gratuitamente) fazem a cabeça dos brasileiros e, com precisão satânica, vão destruindo tudo que encontram pela frente: a sacralidade da família, a fidelidade conjugal, o respeito e veneração dos filhos para com os pais, o sentido de tradição (isto é, saber valorizar e acolher os valores e as experiências das gerações passadas), as virtudes, a castidade, a indissolubilidade do matrimônio, o respeito pela religião, o temor amoroso para com Deus.
Na telinha, tudo é permitido, tudo é bonitinho, tudo é novidade, tudo é relativo! Na telinha, a vida é pra gente bonita, sarada, corpo legal… A vida é sucesso, é romance com final feliz, é amor livre, aberto desimpedido, é vida que cada um faz e constrói como bem quer e entende! Na telinha tem a Xuxa, a Xuxinha, inocente, com rostinho de anjo, que ensina às jovens o amor liberado e o sexo sem amor, somente pra fabricar um filho… Na telinha tem o Gugu, que aprendeu com a Xuxa e também fabricou um bebê… Na telinha tem os debates frívolos do Fantástico, show da vida ilusória… Na telinha tem ainda as novelas que ensinam a trair, a mentir, a explorar e a desvalorizar a família… Na telinha tem o show de baixaria do Ratinho e do programa vespertino da Bandeirantes, o cinismo cafona da Hebe, a ilusão da Fama… Enquanto na realidade que ela, a satânica telinha ajuda a criar, temos adolescentes grávidas deixando os pais loucos e a o futuro comprometido, jovens com uma visão fútil e superficial da vida, a violência urbana, em grande parte fruto da demolição das famílias e da ausência de Deus na vida das pessoas, os entorpecentes, um culto ridículo do corpo, a pobreza e a injustiça social… E a telinha destruindo valores e criando ilusão…
E quando se questiona a qualidade da programação e se pede alguma forma de controle sobre os meios de comunicação, as respostas são prontinhas: (1) assiste quem quer e quem gosta, (2) a programação é espelho da vida real, (3) controlar e informação é antidemocrático e ditatorial… Assim, com tais desculpas esfarrapadas, a bênção covarde e omissa de nossos dirigentes dos três poderes e a omissão medrosa das várias organizações da sociedade civil – incluindo a Igreja, infelizmente – vai a televisão envenenando, destruindo, invertendo valores, fazendo da futilidade e do paganismo a marca registrada da comunicação brasileira…
Um triste e último exemplo de tudo isso é o atual programa da Globo, o Big Brother (e também aquela outra porcaria, do SBT, chamada Casa dos Artistas…). Observe-se como o Pedro Bial, apresentador global, chama os personagens do programa: “Meus heróis! Meus guerreiros!” – Pobre Brasil! Que tipo de heróis, que guerreiros! E, no entanto, são essas pessoas absolutamente medíocres e vulgares que são indicadas como modelos para os nossos jovens!
Como o programa é feito por pessoas reais, como são na vida, é ainda mais triste e preocupante, porque se pode ver o nível humano tão baixo a que chegamos! Uma semana de convivência e a orgia corria solta… Os palavrões são abundantes, o prato nosso de cada dia… A grande preocupação de todos – assunto de debates, colóquios e até crises – é a forma física e, pra completar a chanchada, esse pessoal, tranqüilamente dá-se as mãos para invocar Jesus… Um jesusinho bem tolinho, invertebrado e inofensivo, que não exige nada, não tem nenhuma influência no comportamento público e privado das pessoas… Um jesusinho de encomenda, a gosto do freguês… que não tem nada a ver com o Jesus vivo e verdadeiro do Evangelho, que é todo carinho, misericórdia e compaixão, mas odeia o fingimento, a hipocrisia, a vulgaridade e a falta de compromisso com ele na vida e exige de nós conversão contínua! Um jesusinho tão bonzinho quanto falsificado… Quanta gente deve ter ficado emocionada com os “heróis” do Pedro Bial cantando “Jesus Cristo, eu estou aqui!”
Até quando a televisão vai assim? Até quando os brasileiros ficaremos calados? Pior ainda: até quando os pais deixarão correr solta a programação televisiva em suas casas sem conversarem sobre o problema com seus filhos e sem exercerem uma sábia e equilibrada censura? Isso mesmo: censura! Os pais devem ter a responsabilidade de saber a que programas de TV seus filhos assistem, que sites da internet seus filhos visitam e, assim, orientar, conversar, analisar com eles o conteúdo de toda essa parafernália de comunicação e, se preciso, censurar este ou aquele programa. Censura com amor, censura com explicação dos motivos, não é mal; é bem! Ninguém é feliz na vida fazendo tudo que quer, ninguém amadurece se não conhece limites; ninguém é verdadeiramente humano se não edifica a vida sobre valores sólidos… E ninguém terá valores sólidos se não aprende desde cedo a escolher, selecionar, buscar o que é belo e bom, evitando o que polui o coração, mancha a consciência e deturpa a razão!
Aqui não se trata de ser moralista, mas de chamar atenção para uma realidade muito grave que tem provocado danos seríssimos na sociedade. Quem dera que de um modo ou de outro, estas linha de editorial servissem para fazer pensar e discutir e modificar o comportamento e as atitudes de algumas pessoas diante dos meios de comunicação.




segunda-feira, 8 de agosto de 2011

OBLATOS BENEDITINOS


Seja um oblato ou uma oblata de nosso Mosteiro e viva a Espiritualidade beneditina no seu lar com sua família, amigos e etc.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

MOSTEIRO DE SÃO BENTO DE FORTALEZA



Dom Abade Beda,OSB (Abade emérito do Mosteiro de Olinda e
atual Prior do Mosteiro de São Bento de Fortaleza)



Dom Lucas, OSB ( Prior administrativo do Mosteiro de São Bento de Fortaleza)


Igreja de Nossa Senhora de Guadalupe - Mosteiro de São Bento de Fortaleza
INFORMATIVO AOS FUTUROS MONGES Àqueles que se sentirem chamados a viver a Vida Monástica em nosso mosteiro deve entrar em contato conosco através do telefone: (0xx85) 3276-2018, ou via correspondência, nosso Mosteiro fica localizado à rua Cel. Luís Fidélis, 939 - São Bento / Messejana, CEP: 60.872.420 - Fortaleza - CE. Vivemos a vida monástica cenobítica, ou seja em comunidade, com momentos específicos de oração pessoal (lectio divina) e de oração comunitária (coral). Trabalhamos no sítio e cuidamos da manutenção da casa. Além de estudarmos a nível acadêmico por conta dos estudos determinados pelo código de direito canônico para formação de padres. Há também uma formação específica para os monges que identificam sua vida monacal de outra maneira, sem necessariamente ser padre. Nos mosteiros os monges podem optar por ser monge e sacerdote ou atuar como monge em uma outra área. Uma característica particular nossa é a de vivermos segundo a Regra de São Bento e tendo como mestre espiritual um abade. Nós do Mosteiro de São Bento de Fortaleza, na pessoa de Dom Abade Beda Pereira de Holanda, nosso superior, estamos acolhendo para formação monástica, candidatos que tenham concluído o Ensino Médio e seja maior de 18 anos. Basicamente o candidato passará por uma formação inicial de conhecimento do nosso mosteiro. Isto nos três primeiros meses de experiência. E observaremos se o candidato busca realmente a Deus. Passados os três meses o candidato recebe a veste coral e passa a ser postulante por um período de 06 meses. A próxima etapa é o noviciado, nesta fase da formação monástica que dura 02 anos, o noviço passa o 1º ano do noviciado na Arquiabadia de São Salvador na Bahia, já no 2º ano ele inicia seus estudos acadêmicos na área de filosofia e telogia, vale salientar que este tipo de formação é exigida pela igreja para formação de presbíteros. Uma vez concluído o noviciado, o candidato é submetido a uma valiação da comunidade para poder professar os primeiros votos monásticos. O professo deve prometer por três anos: estabilidade, conversão dos costumes e obediência. Passados três anos de profissão, o formando pode finalmente professar os votos solenes. Se fizermos uma contabilidade do tempo estimado para se chegar a formação solene, teremos 05 anos de formação para formar um monge solenemente, e uma vez solene a formação contínua age de maneira a ajudar o formando numa maior entrega ao seu chamado. Pax!

Por D. Bernardo Maia

terça-feira, 2 de agosto de 2011



INFORMATIVO AOS FUTUROS MONGES Àqueles que se sentirem chamados a viver a Vida Monástica em nosso mosteiro deve entrar em contato conosco através do telefone: (0xx85) 3276-2018, ou via correspondência, nosso Mosteiro fica localizado à rua Cel. Luís Fidélis, 939 - São Bento / Messejana, CEP: 60.872.420 - Fortaleza - CE. Vivemos a vida monástica cenobítica, ou seja em comunidade, com momentos específicos de oração pessoal (lectio divina) e de oração comunitária (coral). Trabalhamos no sítio e cuidamos da manutenção da casa. Além de estudarmos a nível acadêmico por conta dos estudos determinados pelo código de direito canônico para formação de padres. Há também uma formação específica para os monges que identificam sua vida monacal de outra maneira, sem necessariamente ser padre. Nos mosteiros os monges podem optar por ser monge e sacerdote ou atuar como monge em uma outra área. Uma característica particular nossa é a de vivermos segundo a Regra de São Bento e tendo como mestre espiritual um abade. Nós do Mosteiro de São Bento de Fortaleza, na pessoa de Dom Abade Beda Pereira de Holanda, nosso superior, estamos acolhendo para formação monástica, candidatos que tenham concluído o Ensino Médio e seja maior de 18 anos. Basicamente o candidato passará por uma formação inicial de conhecimento do nosso mosteiro. Isto nos três primeiros meses de experiência. E observaremos se o candidato busca realmente a Deus. Passados os três meses o candidato recebe a veste coral e passa a ser postulante por um período de 06 meses. A próxima etapa é o noviciado, nesta fase da formação monástica que dura 02 anos, o noviço passa o 1º ano do noviciado na Arquiabadia de São Salvador na Bahia, já no 2º ano ele inicia seus estudos acadêmicos na área de filosofia e telogia, vale
salientar que este tipo de formação é exigida pela igreja para formação de presbíteros. Uma vez concluído o noviciado, o candidato é submetido a uma avaliação da comunidade para poder professar os primeiros votos monásticos. O professo deve prometer por três anos: estabilidade, conversão dos costumes e obediência. Passados três anos de profissão, o formando pode finalmente professar os votos solenes. Se fizermos uma contabilidade do tempo estimado para se chegar a formação solene, teremos 05 anos de formação para formar um monge solenemente, e uma vez solene a formação contínua age de maneira a ajudar o formando numa maior entrega ao seu chamado. Pax!


Por D. Bernardo Maia